
Cidade
Prostituição no Itaigara: mulheres ganhavam R$ 50 por "colega" indicada
Elas ainda precisavam pagar 50% do valor do programa à administração da casa

Foto: Reprodução/Divulgação/Polícia Civil
O esquema de prostituição e exploração sexual descoberto pela polícia, na quarta-feira (1º), trouxe à tona uma realidade em que mulheres se prostituem e negociam indicações de outras por R$ 50. Na casa, localizada no bairro do Itaigara, as vítimas exploradas - que eram sorteadas por meio de rifas - faziam programas de até R$ 300 e precisavam pagar ao menos R$ 150 à administração.
Titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), a delegada Simone Moutinho, responsável pelas investigações, disse ao Metro1 que a suspeita, que foi presa em flagrante, negou todos os crimes. As investigações, contudo, dão conta de que ela recebia das mulheres 50% do valor dos programas. A mulher foi identificada como Cinthia Bueno e tem idade entre 50 e 55 anos.
Cinthia ainda pagava R$ 50 a cada mulher que indicava uma outra para integrar o grupo. Parte das vítimas, segundo a polícia, eram recrutadas na periferia de Salvador. Simone disse à reportagem que a mulher não deu qualquer explicação para os indícios que a polícia encontrou na casa, que era alugada por R$ 7 mil. "Ela simplesmente disse que era tudo mentira e que as meninas estavam lá porque pagavam pelo aluguel de quartos".
A polícia encontrou na residência mais de R$ 32 mil, € 100 e U$ 277, em dinheiro, além de folhas de cheque, maquinetas de cartão de crédito, cadernos com anotações sobre a prática delituosa e alguns documentos que configuraram a exploração sexual das mulheres.
Simone acrescenta que a rifa virtual oferecia, além da garotas de programa, uma garrafa de uísque. O esquema era divulgado em um perfil da casa de prostituição, no Instagram.
À reportagem, a delegada disse também que Cinthia aguarda, na prisão, decisão da Justiça. "Ela provavelmente vai ter uma liberdade provisória". Embora não tenha encontrado adolescentes na casa, a polícia acredita que há adolescentes exploradas.
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