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Valor de dívida trabalhista trava negociação sobre venda do Hospital Espanhol

Fechado em setembro de 2014, o Hospital Espanhol segue sem um destino certo. O prédio, que funcionava na Barra e abrigava 270 leitos, está abandonado e, desde então, Salvador sofre com a perda da unidade. [Leia mais...]

[Valor de dívida trabalhista trava negociação sobre venda do Hospital Espanhol]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 21 de Janeiro de 2016 ⋅ 06:00

Fechado em setembro de 2014, o Hospital Espanhol segue sem um destino certo. O prédio, que funcionava na Barra e abrigava 270 leitos, está abandonado e, desde então, Salvador sofre com a perda da unidade.

De acordo com a presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Espanhol, Miriam Bulhões, a Real Sociedade Espanhola de Beneficência ainda analisa a proposta da Promédica. Em setembro de 2015, a gestão do Espanhol sinalizou o interesse do grupo em assumir o hospital, com uma proposta que englobava o passivo trabalhista, débitos bancários e comerciais, além da reabertura do estabelecimento.

Porém, a ausência da apresentação do valor real de toda a dívida trabalhista do Espanhol trava a venda. “A Promédica solicita que apresentemos todo o passivo trabalhista, que ainda não foi apurado pela Justiça do Trabalho. Só há 61% apurado. Ainda estamos em negociação com a Promédica, e a antiga diretoria não tinha negociação nenhuma”, explica.

Enquanto isso, os equipamentos do Espanhol apodrecem e a estrutura do hospital é saqueada por ladrões que são vistos rotineiramente saindo da unidade de saúde.

“Estamos começando as negociações agora”
De acordo com Miriam Bulhões, as negociações começaram, mas não há certeza se o Hospital Espanhol vai voltar a abrir suas portas. “Estamos começando as negociações, de fato, agora. Assim que o passivo trabalhista for apresentado, começaremos a negociação”, afirmou a representante do conselho.

Bulhões explica que o maior receio da Promédica são as dívidas trabalhistas deixadas pela administração anterior. “É a maior dívida que temos. 61% da dívida já dá R$ 84 milhões”, explicou.
Enquanto as questões burocráticas não são resolvidas, a unidade segue fechada.

Roubos à estrutura preocupam médicos
Procurado pelo Jornal da Metrópole, o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, afirmou que vai comunicar ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-BA) as denúncias de que equipamentos estão sendo levados do prédio onde funcionava o Espanhol. “Não se pode mexer em nada lá até que se resolva o problema da venda”, falou.

Além dos furtos, a situação dos equipamentos que permanecem no hospital preocupa. “Quem comprar [o hospital] vai ter que ou remodelar ou comprar novos equipamentos, porque a maioria, com um ano de desuso, perde a serventia. Um raio-X, um tomógrafo, se passam muito tempo sem serem usados, não prestam mais”, lamentou

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