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Onde está Rafael? Caso Marquinhos completa cinco meses e padrinho segue solto

O inquérito, que analisa os laudos, foi concluído no dia 14 de dezembro e está com o Ministério Público. Rafael Pinheiro responde por ocultação de cadáver, mas foi liberado do Complexo Penitenciário da Mata Escura, após ter o pedido de relaxamento da prisão concedido pela Justiça. [Leia mais...]

[Onde está Rafael? Caso Marquinhos completa cinco meses e padrinho segue solto]
Foto : Arquivo Pessoal

Por Milene Rios no dia 22 de Janeiro de 2016 ⋅ 19:40

Cinco meses se passaram e o caso do menino Marcus Vinícius Carvalho, de dois anos, encontrado morto em um cooler no areal do bairro de Itapuã, ainda não foi esclarecido. O crime aconteceu em agosto de 2015 e o padrinho da criança, Rafael Pinheiro, é o principal suspeito, mas está em liberdade. Na época, ele ele negou ter matado o afilhado, mas chegou a confessar diante da polícia e dos jornalistas, que escondeu o corpo do garoto. “Foi o mingau que sufocou ele. Fiquei em desespero e resolvi esconder o corpo.  Eu fiz sozinho. O laudo vai confirmar que o sufocamento foi através do mingau”, disse Rafael depois de ser preso. 

O inquérito, que analisa os laudos, foi concluído no dia 14 de dezembro e está com o Ministério Público. Rafael Pinheiro responde por ocultação de cadáver, mas foi liberado do Complexo Penitenciário da Mata Escura, após ter o pedido de relaxamento da prisão concedido pela Justiça. A promotora Isabel Adelaide, responsável pelo caso, disse que ainda não há uma definição do resultado do inquérito. “Foi remetido como finalizado, [o inquérito] entretanto, eu tenho necessidade, e está sendo suprida aos poucos, do esclarecimento de algumas questões. Tão logo estas questões sejam definidas, vocês vão ter uma solução definitiva para este fato”, disse a promotora sem dar muitos detalhes.

O suspeito foi solto apenas apenas 18 dias após o crime, por falta de provas. O processo está em andamento. E afinal, onde está Rafael? Nem mesmo a promotora sabe. “Espera-se que ele esteja ainda, aonde ele informou que estaria, porque independente de qualquer coisa, ele foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver. Então de qualquer forma ele sabe que ele tem que prestar explicações á justiça criminal e espera-se isso”. 

Segundo Isabel Adelaide, Rafael foi solto porque a lei impede que suspeitos aguardem atrás das grades, por resultados de inquéritos que comprovem a culpa. A promotoria, na  época, entendeu que não havia ainda uma delimitação com relação a que tipo penal ele poderia responder.

 “A pena para a ocultação de cadáver é uma pena baixa. Ele confessa que não matou, mas diz que,  “apenas” ocultou o cadáver. Ele foi autuado em flagrante e no final o inquérito foi remetido e a promotora que pegou entendeu que havia a necessidade do exame dos laudos, que tem uma média de 50 dias, mais ou menos, pra conclusão. Então não tinha como mante-lo preso. A lei impõe um prazo pra isso e ele teria que aguardar esse posicionamento em Liberdade. É diferente, se a partir dali, já tivesse dado início à ação penal. Ele está em liberdade porque a lei impõe que se tem um princípio de razoabilidade que é imposto condicionalmente ”, explicou a promotora. 

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