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"Cortamos na própria carne", diz Nilo sobre gastos na Assembleia

A repercussão da crise econômica e das medidas anunciadas pelo Governo Federal para diminuir o deficit orçamentário fez com que o legislativo buscasse soluções para enfrentar e resolver o problema. Na Bahia, aAssembleia é a segunda mais econômica do país, segundo afirmou o presidente da casa, Marcelo Nilo, em entrevista à Rádio Metrópole na manhã desta quarta-feira (3). [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Assembléia Legislativa da Bahia

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 03 de Fevereiro de 2016 ⋅ 09:08

A repercussão da crise econômica e das medidas anunciadas pelo Governo Federal para diminuir o deficit orçamentário fez com que o legislativo buscasse soluções para enfrentar e resolver o problema. Na Bahia, a  Assembleia é a segunda mais econômica do país, segundo afirmou o presidente da casa, Marcelo Nilo, em entrevista à Rádio Metrópole na manhã desta quarta-feira (3).

"Temos um orçamento de R$ 500 milhões, o orçamento de Minas é de cerca de R$ 1 bilhão, Pernambuco é R$ 550 milhões. Pela primeira vez não tivemos suplementação, nós tinhamos documentos. Rui prometeu dar R$ 35 milhões para a gente durante o ano, ele não pôde dar. Nós descobrimos que tínhamos recursos, dinheiro tinha, não tinha orçamento. O estado sempre manda um orçamento menor para Assembleia. Esse ano gastamos R$ 491 milhões, ele mandou R$ 490 milhões. Cortamos na própria carne", disse.

Ao falar sobre os gastos, Nilo falou que se dependesse de um ato pessoal dele, que reduzia 20% a 30% do salário dos deputados. "Na assembleia, 95% é com o pessoal, é impossivel você chegar para o funcionário e dizer que vai diminuir o salário. Os deputados só têm aumento de 4 em 4 anos. Um deputado que tem 417 municípios, ter só 30 funcionários é um absurdos e R$ 78 mil de verba de gabinete é muito". 

Nilo reforçou ainda os dados das reduções. Cada deputado tinha R$ 300 mil de subvenção e o presidente afirmou ter cortado. Sobre o aumento dado para a verba de gabinete, Nilo disse que foi congelado para as comissões. "Bolsa de estudos que os deputados davam, eu cortei, cortei 90 dias de recesso, reduzi para 60 dias. Telefone lá na assembleia nós bloqueamos e limitamos os telefones para deputados, nós limitamos passagens para os deputados. Não tem mais passagem para parentes, mulher, filhos, etc. Te digo, se eu tivesse poder, reduzia a verba de gabinete".   

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