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Carnaval no Pelourinho se consagra como festa da diversidade musical

Do hip-hop ao samba, quem foi ao Pelourinho na última quinta-feira (4) curtiu uma série de apresentações dos mais diversos grupos musicais. O Carnaval do Pelô integra a programação do Carnaval da Cultura do Governo do Estado da Bahia, realizado pela Secretaria de Cultura (SecultBA) através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). [Leia mais...]

[Carnaval no Pelourinho se consagra como festa da diversidade musical]
Foto : Sidney Rochart/Secult/GOVBA

Por Matheus Simoni no dia 05 de Fevereiro de 2016 ⋅ 14:03

Do hip-hop ao samba, quem foi ao Pelourinho na última quinta-feira (4) curtiu uma série de apresentações dos mais diversos grupos musicais. O Carnaval do Pelô integra a programação do Carnaval da Cultura do Governo do Estado da Bahia, realizado pela Secretaria de Cultura (SecultBA) através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). A Orquestra do Maestro Sérgio Benutti abriu as apresentações de filarmônicas no Largo Pedro Archanjo, com um repertório marcado por marchinhas, sambas tradicionais e sucessos dos carnavais de diferentes gerações, tudo isso com arranjos próprios e dançantes.

As apresentações de orquestras continuam até o último dia de Carnaval no largo. “As orquestras sempre tiveram espaço no Carnaval do Pelô, e atualmente esse é o único lugar que temos para fazer Carnaval com as filarmônicas de Salvador.”, conta o maestro Benutti, que destacou o clima entre o público do Pelô como um dos grandes diferenciais da folia no centro. “É um público que gosta desde marchinhas e canções dos antigos carnavais até outras mais atuais”, afirma. O Largo Pedro Archanjo também abriu alas para o samba, com a cantora e compositora Sandra Simões, que passeou por nomes como Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Edil Pacheco e Nelson Rufino, além de sambas de roda e frevos que fizeram a galera pular. 

O rap também marcou presença no Pelourinho. O ritmo ecoou no Largo Tereza Batista com os shows de Opanijé e Afro Jhow, que fizeram o público dançar com as batidas mescladas de Rap, Afrobeat, Samba Reggae, Semba, Dance Hall e Zouk. O grupo Opanijé surgiu em Salvador, em 2005, juntando Rap, Consciência Negra e os Samplers, com letras que exaltam a cultura negra e a ancestralidade africana. Rone DumDum (voz e letras) e Dj Chiba D (toca-discos) também integram a banda. O show ainda teve a participação de Mr. Armeng. A segunda atração da noite, o rapper Afro Jhow, completa este ano sete carnavais se apresentando no Pelourinho. “Sou filho daqui, desenvolvo o trabalho o ano inteiro neste lugar e quando chega o Carnaval a gente quer mostrar o que foi consolidado. Então, posso dizer que o show que apresentamos é algo imperial, uma busca pelo empoderamento”, explicou o músico.
 
Os foliões também balançaram ao som da Orquestra Reggae de Cachoeira na primeira noite de folia no Largo Quincas Berro D’Água. Em sua estreia no Carnaval, a atração celebrou o repertório dos reggaemans de sua terra (Edson Gomes, Nengo Vieira e Sine Calmon), de grandes nomes mundias do gênero (Bob Marleye e Gregory Isaacs), além de apresentar versões para clássicos da música popular brasileira, como “Carinhoso” de Pixinguinha e “Toda Menina Baiana” de Gilberto Gil. 
 
Quem também estreou no Carnaval do Pelourinho foi o Mestre Lourimbau, que é uma referência tanto na arte de tocar quanto de confeccionar o berimbau. “A música do Mestre Lourimbau tem a naturalidade da vivência de rua, desse estado de alegria que é a cara do nosso Carnaval”, afirma o pesquisador e compositor Sérgio Monteiro que acompanha o artista de outros carnavais. A noite ainda teve o som de Juaci de Itororó, que trouxe um repertório composto por frevos e canções dos antigos carnavais.

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