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Gilberto Gil comenta extensão do carnaval de Salvador: "Ainda é pouco"

O cantor e compositor Gilberto Gil comentou a atual expansão do carnaval de Salvador, que teve seu início antecipado em 2016. Em entrevista ao Metro1, ele comentou a tendência do crescimento da folia baiana em relação aos outros carnavais ao redor do mundo. [Leia mais...]

[Gilberto Gil comenta extensão do carnaval de Salvador:
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Simoni e Gabriel Nascimento no dia 05 de Fevereiro de 2016 ⋅ 21:15

O cantor e compositor Gilberto Gil comentou a atual expansão do carnaval de Salvador, que teve seu início antecipado em 2016. Em entrevista ao Metro1, ele comentou a tendência do crescimento da folia baiana em relação aos outros carnavais ao redor do mundo. "Sábado e domingo passado já haviam muitas manifestações carnavalescas na rua. Depois, na segunda e na terça, veio a festa de Iemanjá, que também promoveu uma continuação. Na quarta e na quinta já tinha muito bloco passando. Está havendo uma extensão do carnaval para antes. Já no Rio, há uma extensão para depois. O Monobloco, que é um dos blocos mais importantes desse novo carnaval do Rio, já está saindo depois do carnaval", afirmou.

"É uma tendência mesmo, é uma festa muito agregadora e muito grande. Reúne muita gente de muitos extratos sociais e vários setores da sociedade. É mais democrática porque acolhe os setores mais populares", disse Gil ao Metro1.

O ex-ministro da Cultura também falou da 'sorte brasileira' ao ter, no carnaval, a "válvula de escape" para o corre-corre do cotidiano. "A tendência é crescer e se expandir. Até porque a vida contemporânea no mundo inteiro é uma vida muito atribulada à vida de trabalho, de produção e de realização da economia e tudo mais. A economia e a política, tudo isso é muito complicado no mundo inteiro. O Brasil tem a sorte, por um lado, de ter essa válvula de escape que é esse gosto forte pela celebração, pela festa, pelo encontro lúdico", declarou.

Para Gil, tudo o que se busca com a extensão da folia de momo é uma folga a mais no resto do ano. "A tendência do carnaval é crescer nesse sentido. As pessoas querem esse momento de folga. Quanto mais a folga se prolonga, melhor. Fico me lembrando dos carnavais em Veneza, outro dia eu estava lendo um artigo do Paulo Miguez um estudioso baiano, sociólogo, onde ele levanta essa questão. Os carnavais em Veneza, séculos atrás, duravam seis meses. A gente aqui com uma semana ou dez dias, ainda é pouco", brincou.

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