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“A polícia da Bahia é um ícone”, diz Maurício Barbosa à Metrópole

Em entrevista à Rádio Metrópole, no último sábado (6), o secretário de Segurança Pública do estado da Bahia, Maurício Barbosa, comentou sobre o amadurecimento da polícia em relação ao folião no carnaval de Salvador. [Leia mais...]

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Foto : Camila Tíssia/ Metropress

Por Jessica Galvão no dia 07 de Fevereiro de 2016 ⋅ 11:34

Em entrevista à Rádio Metrópole, no último sábado (6), o secretário de Segurança Pública do estado da Bahia, Maurício Barbosa, comentou sobre o amadurecimento da polícia em relação ao folião no carnaval de Salvador. “A gente conseguir colocar para os policiais, o respeito ao cidadão, ao folião, é muito mais importante de que qualquer outra demonstração de força. A polícia está pra garantir a ordem, garantir a paz e agir com a energia necessária quando for necessário. A gente tem fomentado muito isso nos policiais, dando à eles a dica de que a visibilidade da polícia é muito importante. Não adianta só investirmos em tecnologia, como nós estamos investindo com 200 câmeras, todo um trabalho que a polícia militar e a polícia civil fazem, se não houver essa relação mais humana com o folião. Essa é a impressão que fica e eu ouço muito dos turistas que chegam à nossa cidade, que vem pelas grandes atrações que o carnaval de Salvador proporciona, mas também, pela atuação da polícia”, disse.

“A polícia da Bahia é um ícone. Pessoas que vêm de outros países, de outros estados aprender como a polícia do estado da Bahia consegue fazer o carnaval para 2 milhões de pessoas durante sete dias, sem essa quantidade de ocorrências que essas pessoas vêem em outros países. Até na Europa mesmo, a gente recebeu uma delegação, da Inglaterra, que eles ficam impressionados como é que a gente consegue encontrar esse nível de maturidade”, completou o secretário.

Na ocasião, Barbosa afirmou que a prefeitura também se torna mais madura. “O carnaval não é só polícia. Essa sensação de segurança faz com que haja também um amadurecimento por parte de quem faz a festa, como é o caso da prefeitura, que tem uma grande responsabilidade como todas as forças de segurança têm, seja o controle de ambulantes, dos espetos, dos controles de acessos das vias e o fluxo de pessoas, de veículos, tudo isso faz parte de um trabalho integrado, e a gente tenta se esforçar o máximo para trabalhar integrado com a prefeitura e essa maturidade, que eu acredito que a gente esteja alcançando”, disse.

Maurício ainda comentou sobre o trabalho de inteligência policial. “Nós temos um centro integrado de inteligência de comando e controle que funciona no Parque Tecnológico, por 24h. Nós temos a inteligência de todos os órgãos que fazem a festa: Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, todos os órgãos, e eles trabalham 24h, ou seja, a gente mapeia todo o circuito, nós temos muitos agentes infiltrados que fazem, também, o controle da questão do narcotráfico, que pra gente é uma prioridade; da identificação de pessoas suspeitas, que vem pra cá possivelmente para poder trazer uma rivalidade de outras situações, ou seja, da atividade cotidiana do narcotráfico. A gente se preocupa muito, a gente sabe que tem determinados trechos dos circuitos que algumas facções estão mais presentes, e a gente faz uma atuação muito firme com o trabalho de inteligência, monitorando também as redes sociais, previamente, para evitar que essas quadrilhas, essas pessoas venham pra cá pra poder rivalizar”, finalizou.

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