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Mulher é agredida depois de "dar fora" em homem no Carnaval

“Esses monstros não admitiram receber um não, não admitiram a gente não querer interagir com eles, não admitiram que a gente poderia estar na rua e querer brincar sozinhas sem ser assediadas violentamente por eles", disse a vítima. [Leia mais...]

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Foto : Arquivo pessoal

Por Milene Rios no dia 07 de Fevereiro de 2016 ⋅ 13:42

Ludmylla de Souza Valverde, só queria curtir mais um dia de carnaval, na Barra, mas foi brutalmente agredida, na última sexta-feira (5) por um homem que não aceitou o ‘não” como resposta, depois de tentar beijar a moça. Ao Metro1, Ludmylla contou que estava com a irmã, Thaianna de Souza Valverde, aguardando a passagem do cantor Luiz Caldas, na barra, quando dois homens foram em direção às duas irmãs.

“Um deles começou a assediar de forma grotesca a minha irmã. O homem passou a mão da boca de minha irmã borrando seu batom e depois queria limpar a mão dele suja de batom nela, enquanto ela pedia pra ele sair. Depois ele passou o braço agarrando ela pela cintura. Eu interferi falando para ele sair e ele veio falar que eu era ignorante e que se não sabia brincar que eu ficasse em casa”. 

As irmãs então começaram a discutir com os rapazes pedindo pra que eles se afastassem. Ele então me empurrou sobre um isopor, atingindo outras pessoas. Quando levantei e fui em direção ao cara que tinha me empurrado, o amigo dele que estava atrás jogou um copo de acrílico lilás no meu rosto. O que me deixou com uma abertura na altura da sobrancelha. Sangrava muito. Minha irmã ainda tentou correr atrás deles, mas eles seguiram em direção ao bloco (aviões elétricos, onde estavam pulando)", disse a vítima. 

Ludmylla contou ainda que chegou a desmaiar depois da quantidade de sangue que perdeu. “Corremos loucamente pelo meio das pessoas até achar o posto médico na Barra onde fui muito bem atendida. Levei oito pontos e tomei soro, acabei desmaiando.

Ludmylla registrou ocorrência e fez exame de corpo delito Segundo a jovem, que sente muita dor, o que mais dói nem são os olhos, mas a impotência diante de tanto machismo. “Esses monstros não admitiram receber um não, não admitiram a gente não querer interagir com eles, não admitiram que a gente poderia estar na rua e querer brincar sozinhas sem ser assediadas violentamente por eles. Dói saber que muitas mulheres são violentadas cotidianamente por homens, tanto física e psicologicamente. Isso não foi uma simples confusão de carnaval, isso é machismo, é violência contra a mulher”, desabafou a vítima, 

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