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Entre Páginas: Allende, Sacks e Piangers

A primeira sugestão dessa semana é “O Amante Japonês”, de Isabel Allende. Em 1939, ano da ocupação da Polônia pelos nazistas, Alma Mendel, de oito anos, é enviada pelos pais para viver em segurança com os tios em São Francisco. Lá, ela conhece Ichimei Fukuda, filho do jardineiro japonês da família. Despercebido por todos ao redor, um caso de amor começa a florescer. [Leia mais...]

[Entre Páginas: Allende, Sacks e Piangers]
Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 02 de Janeiro de 1970 ⋅ 00:00

A primeira sugestão dessa semana é “O Amante Japonês”, de Isabel Allende. Em 1939, ano da ocupação da Polônia pelos nazistas, Alma Mendel, de oito anos, é enviada pelos pais para viver em segurança com os tios em São Francisco. Lá, ela conhece Ichimei Fukuda, filho do jardineiro japonês da família. Despercebido por todos ao redor, um caso de amor começa a florescer. Depois do ataque a Pearl Harbor, no entanto, os dois são cruelmente separados. Décadas depois, presentes e cartas misteriosos são descobertos trazendo à tona uma paixão secreta que perdurou por quase setenta anos. Varrendo através do tempo e abrangendo diferentes gerações e continentes, o livro explora questões de identidade, abandono, redenção, e o impacto do destino em nossas vidas.
“Gratidão”, de Oliver Sacks. Durante os últimos meses de sua vida, Sacks escreveu uma série de ensaios nos quais explorou de maneira comovente seu percurso pessoal para concluir a vida e enfrentar a própria morte da melhor forma. Este livro traz quatro textos publicados no New York Times entre julho de 2013 e agosto de 2015, pouco antes de ele morrer. Juntos, formam uma ode à singularidade de cada ser humano e de gratidão pelo dom da vida. Em dado momento, ele diz: “Não consigo fingir que não estou com medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Amei e fui amado, recebi muito e dei algo em troca, li, viajei, pensei, escrevi. Tive meu intercurso com o mundo, o intercurso especial dos escritores e leitores.”
Por fim, “O Papai é Pop”, de Marcos Piangers. Então, você vai ser pai. Você sabe que precisa comprar uma casa maior. Tem que ter mais espaço pra criança. Tem que ter mais um quarto no apartamento. Tem que ter um berço novo. Você sabe que tem que trocar de carro. O que o humorista Marcos Piangers descobriu ao ser pai jovem é que essas preocupações não fazem tanta diferença. O que vale mesmo não é pagar pela melhor creche, se você é o último a buscar seus filhos. Nem comprar os melhores brinquedos, porque as crianças gostam mesmo é das brincadeiras que não custam nada. Os textos divertidos e emocionantes do livro mostram que o que importa é dedicar seu tempo aos seus filhos de verdade.

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