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Presidente do GGB após Tinoco forçar interdição de casa noturna: "Oportunismo"

O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, posicionou-se contra a interdição da casa noturna Café Hot, no Rio Vermelho, pela Secretaria de Urbanismo, motivada pela grita do vereador Cláudio Tinoco (DEM). Para Cerqueira, militante histórico pelas minorias, trata-se de "oportunismo de político que quer aparecer em cima da miséria dos outros". [Leia mais...]

[Presidente do GGB após Tinoco forçar interdição de casa noturna:
Foto : Reprodução/Bocão News

Por Felipe Paranhos no dia 17 de Fevereiro de 2016 ⋅ 10:06

O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, posicionou-se contra a interdição da casa noturna Café Hot, no Rio Vermelho, pela Secretaria de Urbanismo, motivada pela grita do vereador Cláudio Tinoco (DEM). Para Cerqueira, militante histórico pelas minorias, trata-se de "oportunismo de político que quer aparecer em cima da miséria dos outros". 

Tinoco denunciou à Sucom o fato de a casa noturna ter alvará para ser um restaurante — embora seja de conhecimento público que nenhum estabelecimento que recebe garotas de programa tenha documentação específica para tal. Em entrevista à Metrópole, Cerqueira criticou o "falso moralismo" do vereador. "É um equívoco. O vereador Tinôco está equivocado. É uma postura higienizadora travestida de pseudoreorganização. É melhor se prostituir em um local adequado do que em via pública, que é muito mais perigoso. As pessoas são livres. Homens e mulheres, cada um faz o que quer. A pessoa se prostitui se quiser. O que condenamos é a exploração sexual", falou. 

"Tem que se ter cuidado, porque isso é muito delicado. Porque Tinôco não vai bater nos hoteis? Tem muito hotel do centro que funciona com desvio de função. É hotel, mas as pessoas usam para encontros, para pernoites. Por que não vai lá? Porque a corda quebra do lado mais fraco. Além disso, essa não é uma discussão pra ser feita por homens e, sim, por mulheres. Tem que tirar esse falso moralismo: as pessoas jogam pedra mas usam o serviço. Isso é oportunismo de verão, oportunismo de político que quer aparecer em cima da miséria dos outros", acrescentou.

Cerqueira deixou claro que sua postura — e a de outros representantes de minorias — não é a de incentivar a prostituição, mas de brigar pelas liberdades individuais. "Não é o que a gente deseja pra todo mundo, mas as pessoas são livres, inclusive, pra se prostituir. E precisamos dar garantia para que o trabalho seja feito com dignidade", falou. "A gente vai acompanhar isso, que me sensibiliza muito porque sou um homem gay. Não vamos permitir. Não somos contra o ordenamento pra dar segurança, mas, assim, nós protestaremos sempre que os direitos humanos forem afetados. Se é pra ordenar, não é pra fechar", finalizou.

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