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Entre Páginas: Brasil na Segunda Guerra, D. Pedro e ateísmo

História! Esta é a palavra-chave do Entre Páginas desta semana. De Dom Pedro aos campos de batalha na Itália na Segunda Guerra, passando pela história do ateísmo no mundo. Nesta semana Mário Kertész entrevistou dois autores que lançaram recentemente livros sobre assuntos bem diferentes, mas os dois tem a história como matéria-prima. [Leia mais...]

[Entre Páginas: Brasil na Segunda Guerra, D. Pedro e ateísmo]
Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 02 de Janeiro de 1970 ⋅ 00:00

História! Esta é a palavra-chave do Entre Páginas desta semana. De Dom Pedro aos campos de batalha na Itália na Segunda Guerra, passando pela história do ateísmo no mundo. Nesta semana Mário Kertész entrevistou dois autores que lançaram recentemente livros sobre assuntos bem diferentes, mas os dois tem a história como matéria-prima. A primeira entrevista foi com Bóris Schnaiderman, escritor, tradutor e professor do curso de Língua e Literatura Russa da Universidade de São Paulo. Em 2015 ele lançou “Caderno Italiano”, livro autobiográfico em que ele registra as memórias do período em que atuou como soldado brasileiro nos campos de batalha na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Bóris é ucraniano mas veio para o Brasil com a famnília quando ele tinha oito anos. Hoje ele tem 99 anos de idade.
A outra entrevista foi com o arquiteto, historiador e escritor paulista Paulo Rezzutti, sobre seu mais recente livro, “D.Pedro - A História Não Contada - o Homem Revelado Por Cartas e Documentos Inéditos”. O primeiro imperador do Brasil foi um personagem que entrou nos livros de história, e no imaginário do brasileiro, cercado por uma aura a um só tempo caricatural e enigmática. Muito se fala do grito às margens do Ipiranga, da sexualidade exacerbada e do jeito impaciente que lhe rendeu a pecha de monarca difícil e de pouco tato político. Mas quase duzentos anos depois de sua morte, pouco ainda se sabe sobre ele. Ou pouco se sabia. É essa lacuna que Paulo Rezzutti quer preencher. 
Por fim “História do Ateísmo”, do historiador francês Georges Minois. O ateísmo é tão antigo quanto as religiões, que durante muito tempo o moldaram e perseguiram. No entanto, se existem estudos profundos e abundantes acerca da história das religiões, impera um vazio historiográfico sobre a descrença. Esta obra é uma contribuição seminal para o preenchimento dessa lacuna, para ele fruto, principalmente, da conotação negativa que se atribuiu ao ateísmo ao longo dos séculos. Tal conotação se dá já nos termos usados para designá-lo, constituídos de prefixos privativos ou negativos - a-teísmo, des-crença, a-gnosticismo. Minois diz que 'a palavra ateu ainda carrega um vago odor de fogueira'. A pesquisa monumental abrange desde os povos primitivos até a cultura ocidental do século 21, mostrando que a história do ateísmo não é linear - não parte de um cenário exclusivamente religioso para chegar a um trunfo absoluto da descrença. Ao contrário, ateísmo e fé convivem lado a lado na trajetória humana, contrapondo-se, como duas faces da mesma moeda.

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