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Após polêmica, Semop vai realocar vendedor de coco para “área próxima”

Na última terça-feira (15), o Metro1 contou a história do vendedor de coco Sérgio Weber, de 60 anos, que após quase 25 anos de trabalho em um quiosque na orla do Jardim de Alah, em Salvador, recebeu uma notificação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para desocupar o espaço até esta sexta-feira (19) [Leia mais...]

[Após polêmica, Semop vai realocar vendedor de coco para “área próxima”]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 18 de Fevereiro de 2016 ⋅ 15:28

Na última terça-feira (15), o Metro1 contou a história do vendedor de coco Sérgio Weber, de 60 anos, que após quase 25 anos de trabalho em um quiosque na orla do Jardim de Alah, em Salvador, recebeu uma notificação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) para desocupar o espaço até esta sexta-feira (19). “É realmente inacreditável. Não tem nem o que dizer. Depois de 25 anos, o cara já velho e ter que passar por isso. Está realmente muito difícil”, contou o comerciante logo após receber a notícia.

Após reunião com a secretária Rosemma Maluf na quarta-feira (17), a pasta decidiu que Sérgio e 30 massoterapeutas que atuam na região serão realocados para “uma área próxima” no período em que o trecho estivar passando por obras de requalificação, realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder).

"Já providenciamos um meio de garantir a continuidade do trabalho desses ambulantes em outro local, e estamos discutindo com os massoterapeutas uma forma de manter a atividade deles nas proximidades. Na próxima semana faremos uma vistoria para definir esse remanejamento temporário até que as obras sejam concluídas. Os vendedores de coco serão transferidos para quiosques localizados após o coqueiral do Jardim de Alah", afirmou a titular da Semop, Rosemma Maluf. "Sobre o retorno deles ao local que ocupam atualmente, isso depende do projeto de reurbanização a cargo da Conder", acrescentou.

De acordo com o diretor de Esportes e Lazer da Secretaria de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps), Teo Sena, a Associação de Massoterapeutas do Jardim de Alah (Amaja) deu como opção para a atuação dos profissionais um estacionamento público localizado na orla do bairro ou o espaço onde existia o antigo Clube Português. "Esse remanejamento é algo delicado que depende de três etapas. O primeiro passo é encontrar um local para estes profissionais continuarem com suas atividades. Em seguida, precisamos obter com a Conder a garantia de que estas pessoas voltarão ao local de origem após a requalificação. O passo final diz respeito à regulamentação da profissão em Salvador", disse.

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