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Gilmar critica ação de Tinoco: "Quer Rio Vermelho sem pobre, puta e ambulante"

Nesta sexta-feira (19), após a segunda audiência pública para análise do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), o vereador Gilmar Santiago acusou o colega de representar a chamada higienização social — a retirada de parcelas indesejáveis da sociedade de locais considerados de alta classe. [Leia mais...]

[Gilmar critica ação de Tinoco:
Foto : Reprodução/Bocão News

Por Felipe Paranhos no dia 19 de Fevereiro de 2016 ⋅ 12:31

A casa noturna Café Hot, no Rio Vermelho, causou mais barulho ao fechar do que durante sua curta existência. É que, no início desta semana, o vereador Cláudio Tinoco (DEM) forçou a interdição do estabelecimento, ao levar à Secretaria de Urbanismo a informação de que a casa funcionava com autorização para ser um restaurante, mas abrigava garotas de programa. 

De lá pra cá, representantes de minorias criticaram o "oportunismo de verão" do vereador, que, por sua vez, negou à Metrópole a pecha de "paladino da moralidade". Nesta sexta-feira (19), após a segunda audiência pública para análise do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), o vereador Gilmar Santiago acusou o colega de representar a chamada higienização social — a retirada de parcelas indesejáveis da sociedade de locais considerados de alta classe.

"Se a casa interditada estava sem alvará de funcionamento, sem cumprir os critérios legais exigidos, tudo bem. O que nós não podemos aceitar, e eu me preocupo, é que essa ação não seja baseada em conceitos morais, do que se chama 'defesa da família', e de querer transformar o Rio Vermelho em um lugar onde não pode ter pobre, puta e ambulante. Onde esses segmentos excluídos não possam circular naquele território. Já existe muita denúncia de de perseguição a ambulantes na Barra. O Rio Vermelho sempre foi um local da boemia, de circulação intensa de pessoas, que não podem ser cerceadas de exercer seu trabalho, sua atividade. Se tem problema de documentação, que se busque fazer as interdições para que se cumpra a legislação. O que não pode é querer transformar o Rio Vermelho num lugar que não se possa ter as pessoas excluídas que sempre circularam e fizeram parte desse mosaico", declarou Gilmar. 

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