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Secretário justifica replantios na Orla e prepara campanha antivandalismo

Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta sexta-feira (19), o secretário da Cidade Sustentável, André Fraga, respondeu ao questionamento de um ouvinte sobre as repetidas ações de replantio feitas pela Prefeitura na Orla de Salvador, sem que a vegetação vingue. [Leia mais...]

[Secretário justifica replantios na Orla e prepara campanha antivandalismo ]
Foto : Divulgação / Agecom

Por Jessica Galvão no dia 19 de Fevereiro de 2016 ⋅ 18:38

Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta sexta-feira (19), o secretário da Cidade Sustentável, André Fraga, respondeu ao questionamento de um ouvinte sobre as repetidas ações de replantio feitas pela Prefeitura na Orla de Salvador, sem que a vegetação vingue. 

"A avenida específica que você [ouvinte] citou, Pinto de Aguiar, foi uma obra do governo do estado, e aí não houve no momento uma sintonia com a Prefeitura. O governo entregou, e a Prefeitura tem lá seus contratos, suas ações e acabou não conseguindo dar a atenção que a avenida precisava. Qualquer contrato nosso, de paisagismo, de plantio, nós temos por obrigação manter aquela área por pelos menos 4 ou 5 meses a depender do período que foi inaugurado, porque se for inaugurado no inverno, a chuva ajuda a fazer a manutenção, se for no verão, precisamos regar, fazer um carro pipa. No caso específico da Avenida Pinto de Aguiar, essa é a situação. No caso de outras áreas, há alguns elementos importantes para serem destacados: quando é na orla há um índice natural de perda, porque a orla de Salvador é uma das mais salinizadas do mundo, então o vento e o sal são muito fortes, e pra gente conseguir mudas adaptadas a essa situação, extremamente agressiva, é complicado. Não adianta eu pegar uma orquidea e colocar na frente do Mercado do Peixe, por exemplo, porque ela vai morrer", disse.

Fraga ainda comentou sobre os problemas na manutenção de árvores e plantas em algumas regiões da Orla. "Em alguns casos, essas mudas realmente não estão resistindo. É natural que haja um índice de perda. Nós temos tido um índice de perda muito grande, também, em função do vandalismo na cidade. É incrivel, mas as pessoas, infelizmente, acabam se divertindo em quebrar uma árvore, em chutar uma flor, e muito pior, levam pra casa. No Campo Grande, na [praça] Ana Lúcia Magalhães, algumas espécies não plantamos mais porque sabemos que elas são muito queridas pelas pessoas que querem levar pra casa. A prefeitura tem no forno uma grande campanha para que o cidadão ajude eles a cuidar dessas árvores, porque não dá pra querer só que a Prefeitura cuide. Tem uma praça em frente a sua casa, tem um canteiro, ajude a regar. Ali no Rio Vermelho, conseguimos fazer uma parceria grande com moradores e empresários. Plantamos muitas árvores nas calçadas, e muita gente adotou e está cuidando das árvores. Tem que ter essa relação de mão dupla entre a prefeitura com o cidadão", falou o secretário.

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