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Entre Páginas: a obra infinita de Umberto Eco

O Entre Páginas desta semana se rende à obra de Umberto Eco. O escritor, filósofo, semiólogo e pensador italiano morreu aos 84 anos no último dia 19. Umberto Eco era muito mais popular do que se imaginaria para um dos estudiosos mais eruditos do mundo do último século. Seus livros foram traduzidos para dezenas de idiomas, e seus estudos dos signos e dos símbolos, a Semiologia, são fonte riquíssima para universidades e pensadores mundo afora. [Leia mais...]

[Entre Páginas: a obra infinita de Umberto Eco]
Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 02 de Janeiro de 1970 ⋅ 00:00

O Entre Páginas desta semana se rende à obra de Umberto Eco. O escritor, filósofo, semiólogo e pensador italiano morreu aos 84 anos no último dia 19. Umberto Eco era muito popular do que se imaginaria para um dos estudiosos mais eruditos do mundo do último século. Seus livros foram traduzidos para dezenas de idiomas, e seus estudos dos signos e dos símbolos, a Semiologia, são fonte riquíssima para universidades e pensadores mundo afora. É hora de render homenagens a um dos mais lúcidos e mordazes filósofos da história contemporânea.
São muitas as obras deixadas por Umberto Eco. A mais lida delas, também o primeiro livro do escritor, é “O Nome da Rosa”, de 1980. Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte de sete monges em sete dias conduz uma narrativa violenta. Esse livro tornou Eco conhecido mundialmente. Em 1981 o livro foi adaptado ao cinema, com Sean Connery no papel principal. Eco considerou a adaptação uma traição consensual. “O Nome da Rosa”.
“O Cemitério de Praga” é mais atual, lançado em 2011. Personagens históricos em uma trama na qual se desenrola a história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. A única figura inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora o autor defenda que basta falar de algo para esse algo passar a existir. “O Cemitério de Praga”.
E por fim, a sugestão de “História da Beleza”, lançado em 2004. Se a Beleza está nos olhos de quem vê, é certo que esse olhar é influenciado pelos padrões culturais de quem observa. Afinal, o que é beleza? O que é arte? Gosto se discute? A Beleza deve ser analisada friamente ou livre das amarras da razão? Umberto Eco propõe essas indagações em seu livro, 'História da Beleza', um ensaio sobre as transformações do conceito do Belo através dos tempos. “História da Beleza”.
Umberto Eco dizia que "Quem não lê quando chegar a 70 anos, terá vivido só uma vida. Quem lê terá vivido cinco mil anos”.

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