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Entre Páginas: Fanatismo, Crise e Feminismo

“Como Curar um Fanático”, de Amós Oz. Nesse livro, Amós Oz oferece uma visão única sobre a natureza do extremismo e propõe uma aproximação respeitosa e ponderada para a solução do conflito entre Israel e Palestina. A brilhante clareza desses ensaios, ao lado da habilidade do autor para iluminar questões tão complexas, confere fôlego novo a esse antigo debate. [Leia mais...]

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Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 02 de Janeiro de 1970 ⋅ 00:00

“Como Curar um Fanático”, de Amós Oz. Nesse livro, Amós Oz oferece uma visão única sobre a natureza do extremismo e propõe uma aproximação respeitosa e ponderada para a solução do conflito entre Israel e Palestina. A brilhante clareza desses ensaios, ao lado da habilidade do autor para iluminar questões tão complexas, confere fôlego novo a esse antigo debate. Oz argumenta que o conflito é uma disputa por território — e ela não será resolvida com maior compreensão, mas por meio de um doloroso compromisso. Publicado originalmente em 2012, Como curar um fanático traz, na nova edição brasileira, um ensaio inédito, escrito em resposta aos atentados do Estado Islâmico em Paris, em novembro de 2015.
“Papel de Parede Amarelo – Um Clássico da Literatura Feminista”, de Charlotte Perkins Gilman. Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releituras, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.
“Estado de Crise”, de Carlo Bordoni e Zygmunt Bauman. A crise mais séria da modernidade, a de 1929, foi habilmente contornada pelo Estado. Contudo, a crise pela qual passamos hoje é diferente. No mundo globalizado, os governos estão cada vez mais impotentes para gerenciá-la, e os cidadãos, cada vez mais insatisfeitos com seus governantes. Nesse livro indispensável, Bauman e Bordoni se debruçam sobre o atual contexto para debater esta nova crise mundial, fazendo uma análise inédita das questões que a sociedade vem enfrentando. Os pensadores advertem que essa crise não é passageira. Por isso, é necessário que se entendam seus mecanismos a fim de estabelecer novos campos de atuação e luta.

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