Cidade

Após protesto em frente à Rede Bahia, jornalista é preso: "Armaram pra mim"

O jornalista Walter Takemoto foi preso, neste domingo (13), após uma manifestação pró-PT, em frente a sede da Rede Bahia, no bairro da Federação, em Salvador. O enteado de Takemoto, Gabriel Camões, utilizou as redes sociais para denunciar a ação da polícia, que de acordo com ele, que teria sido realizada sem motivos, já que a manifestação foi pacífica. [Leia mais...]

[Após protesto em frente à Rede Bahia, jornalista é preso:
Foto : Reprodução/Facebook

Por Gabriel Nascimento no dia 13 de Março de 2016 ⋅ 14:59

O jornalista Walter Takemoto foi preso, neste domingo (13), após uma manifestação pró-PT, em frente a sede da Rede Bahia, no bairro da Federação, em Salvador. O enteado de Takemoto, Gabriel Camões, utilizou as redes sociais para denunciar a ação da polícia, que de acordo com ele, que teria sido realizada sem motivos, já que a manifestação foi pacífica. "Quando o protesto acabou, ele pegou o carro sozinho e foi seguido pela polícia até a porta de casa, na Graça. Lá os policiais abordaram e levaram ele sem dar explicações, nem justificaram qual seria a acusação. O carro ficou no meio da rua", diz a publicação. Takemoto foi encaminhado para a Central de Flagrantes, no bairro do Iguatemi. Ele foi liberado por volta das 15h30.

Em contato com o Metro1, Takemoto afirmou que a prisão foi armada e descreveu a ação. "Estava chegando em casa e fui fechado por um carro particular. Desceu um rapaz, apontou uma automática pra minha cabeça e mandou eu descer. Achei que estava sendo assaltado. Logo atrás vinha uma viatura da Polícia Militar, dois policiais com uma metralhadora dizendo que eu estava sendo preso e que eu sabia o motivo. Me jogaram dentro do carro e ao me conduzir ouvi o policial conversar com uma policial que estava em frente a Rede Bahia, dizendo que o serviço de inteligência da prefeitura estava indo embora. Alegaram que eu tinha sido preso por pichar a parede e que tinham apreendido no meu carro latas de tintas, o que é mentira, nada estava dentro do meu carro", disse.

"Prestei depoimento e rebati as acusações que o tenente fez ao meu respeito, dizendo que eu tinha sido preso em flagrante pichando a parede. Me prenderam em casa, armaram uma prisão e rebati as acusações. A delegada vai encaminhar para Justiça Criminal o processo. Relaciono [a presença da inteligencia da prefeitura] ao fato de estar presente em várias manifestações contra o prefeito, mas nesse caso não tinha nada a ver com a prefeitura", concluiu. A polícia ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

 

 

 

Notícias relacionadas