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Complexo de restaurantes do Parque Costa Azul deu lugar a depósito

Até meados de 2013, soteropolitanos e turistas tinham no Parque Costa Azul, além de um complexo esportivo com quadras, pista de corrida e anfiteatro, um espaço de gastronomia. A área, administrada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder), abrigava quatro restaurantes [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 25 de Março de 2016 ⋅ 08:10

Até meados de 2013, soteropolitanos e turistas tinham no Parque Costa Azul, além de um complexo esportivo com quadras, pista de corrida e anfiteatro, um espaço de gastronomia. A área, administrada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder), abrigava quatro restaurantes, entre eles a Cantina Cortile e o Gato Xadrez. Mas, por conta de uma dívida referente à concessão do espaço que não foi paga por alguns restaurantes e somava quase R$ 2,5 milhões, a área acabou fechada após uma ação da Conder que pediu a reintegração de posse das instalações.

Dois anos depois, o resultado dessa equação não foi positivo para ninguém: a Conder não recebeu o pagamento, os restaurantes deixaram um dos pontos mais privilegiados da cidade e o cidadão viu o equipamento se deteriorar e ser entregue ao abandono. 

Quase três anos depois, a situação ficou ainda pior. “A área está sendo ocupada por moradores de rua. Não temos mais segurança”, reclama uma moradora que não quis se identificar.

Situação “inaceitável”

Morador do Costa Azul há 13 anos, o administrador Carlos Magno Diniz ressalta um ponto que parece não ter sido percebido pela Conder, que, mesmo com a carência de espaços de gastronomia e entretenimento na cidade, resolveu retirar o complexo de restaurantes.

“Deixei de frequentar o parque. Naquele local, havia três restaurantes e a maior adega de Salvador. Não sei a causa da saída dos restaurantes, mas considero inaceitável a Conder deixar um equipamento como aquele se deteriorar desse jeito. E olha que esse não é o único exemplo: temos o caso do Bahia Café Hall”, lembra. 

Sem morador de rua? PM desmente Conder

Mesmo com o apelo de mercado, a Conder resolveu transformar o espaço em depósito para documentos antigos. “O lugar onde funcionavam os restaurantes foi requalificado para funcionar como dependências administrativas da Conder, onde estão alocados os arquivos com plantas e processos da Diretoria de Obras Estruturantes e a Coordenação de Desapropriações, com um núcleo jurídico”, disse. 

Negando o abandono do local, a companhia afirmou que seguranças privados monitoram o espaço. “Desconhece-se que os locais tenham sido invadidos por moradores de rua”, rebateu. Mas a própria Policia Militar desmente a Conder. “A presença de pessoas em flagrante estado de vulnerabilidade social, as quais moram no Parque, fazem uso de substâncias entorpecentes e culminam na incidência da autoria de pequenos delitos, repercutem de forma muito negativa”, disse a PM em nota.

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