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Antecipando as notícias: confira artigo de Jolivaldo Freitas

A conjugação de diversos fatores fazem com que eu me recuse a pegar estrada tanto na sexta-feira da Paixão, principalmente depois do meio-dia, bem como no sábado de Aleluia. Os perigos são demais. E essa conjugação vem a ser o maior número de carros circulando, bebida a valer, veículos que alcançam até 250 quilômetros por hora, motorista de caminhão que mistura vinho em homenagem à Cristo e cocaína levada pelo Diabo ou imprudência como transitar pelo acostamento. [Leia mais...]

[Antecipando as notícias: confira artigo de Jolivaldo Freitas]
Foto : GovBA

Por Jolivaldo Freitas no dia 25 de Março de 2016 ⋅ 07:40

Já vou antecipando as manchetes que o senhor e a senhora lerão nos jornais ou verão nas imagens da televisão:

Aumenta em 50 por cento número de acidentes nas estradas
Faltou sangue para atendimento às vítimas de acidentes nas estradas
Bebida e imprudência foram responsáveis pela maioria dois acidentes nas estradas
PF registra maior número de mortos e feridos em relação ao feriado de 2015

Não é preciso ser vidente para antecipar o noticiário, isto porque a cada dia temos maior número de carros nas estradas; estradas sem conservação e nem sinalização e motoristas irresponsáveis que cruzam as vias deliberadamente sem olhar quem vem; ninguém respeita as encruzilhadas. Na sexta-feira aproveitam, enchem a cara de birita e pegam no volante sem nem saber qual a direção que vai. Lembro até daquele advogado baiano que bebeu tanto que pegou o lado errado da BR 324 e foi em direção à Feira de Santana na contramão. E ainda xingava os motoristas que vinham chamando-os de barbeiros pois eles – em seu sentido alcoólico - é que estavam no sentido contrário. Acredite que dirigiu quilômetros.


Em São Paulo, ano passado foi a mesma coisa. Um motorista de caçamba bebeu tanto que dirigiu por 32 quilômetros na Via Dutra na contramão e deu trabalho à Polícia Rodoviária Federal. Quando sobrou o bafômetro o aparelho quase vomita. O equipamento traumatizou para sempre e foi aposentado. Perda total.


A conjugação de diversos fatores fazem com que eu me recuse a pegar estrada tanto na sexta-feira da Paixão, principalmente depois do meio-dia, bem como no sábado de Aleluia. Os perigos são demais. E essa conjugação vem a ser o maior número de carros circulando, bebida a valer, veículos que alcançam até 250 quilômetros por hora, motorista de caminhão que mistura vinho em homenagem à Cristo e cocaína levada pelo Diabo ou imprudência como transitar pelo acostamento.


Isso tudo sem falar de carros caindo aos pedaços, sem luzes de segurança, sem freios e até sem emplacamento. Juntando tudo dá no que dá: garante-se a manchete do jornal e na verdade é como os atentados nos países do Oriente Médio e da África. Ninguém liga mais. Faz parte da rotina.


No ano passado, durante o feriado prolongado da Semana Santa, em todo o país 103 pessoas morreram e 1.441 ficaram feridas em 2.323 acidentes – dos quais 163 considerados graves – somente nas rodovias federais. O problema não foi maior porque 1.151 pessoas foram impedidas de dirigir por estarem sob efeito de álcool e 255 foram presas por embriaguez. Ultrapassagens indevidas foram 7.560. 79.247 veículos foram flagrados transitando acima da velocidade permitida. 


Aqui em Salvador vamos lembrar que a avenida Paralela vira uma zona de perigo mesmo com radares. No Litoral Norte o perigo é constante e raramente se vê a presença da Polícia Rodoviária Estadual. E nem ônibus estão seguros. Ano passado dois bateram de frente, senão estou enganado na Vasco da Gama. Será que os motoristas tomaram um vinhozinho santo? Do jeito que vai o trânsito na Sexta-feira da Paixão nem Jesus salva.

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