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Após parar em vaga de idoso, professor agora tenta ser herói dos estacionamentos

O professor de direito Henrique Quintanilha, de 32 anos, ficou famoso em Salvador não por seu trabalho na mundo jurídico, mas por uma infração tão grave quanto banal: estacionar em vagas destinadas idosos e pessoas com necessidades especiais (PNEs). Flagrado pelo jornalista Pablo Reis ao buscar seu carro num dos espaços onde não teria direito de parar, o advogado agora tenta ser lembrado como herói da luta contra a cobrança de estacionamentos em shoppings da capital baiana. [Leia mais...]

[Após parar em vaga de idoso, professor agora tenta ser herói dos estacionamentos]
Foto : Reprodução/YouTube/Aratu Online/Pablo Reis

Por Metro1 no dia 01 de Julho de 2015 ⋅ 17:12

O professor de direito Henrique Quintanilha, de 32 anos, ficou famoso em Salvador não por seu trabalho na mundo jurídico, mas por uma infração tão grave quanto banal: estacionar em vagas destinadas idosos e pessoas com necessidades especiais (PNEs). Flagrado pelo jornalista Pablo Reis ao buscar seu carro num dos espaços onde não teria direito de parar, o advogado agora tenta ser lembrado como herói da luta contra a cobrança de estacionamentos em shoppings da capital baiana ao impetrar uma ação civil pública. 

Embora a iniciativa seja tratada com desdém por quem acompanhou os anos de batalhas judiciais para que os shoppings conseguissem a cobrança — agora legitimada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) —, Quintanilha jura que é possível reverter a atual situação, concentrando-se no viés de consumo. "O STF não decidiu sobre cobrança de estacionamento. Decidiu sobre o o direito de propriedade dos shoppings. O que o STF determinou é que a Sucom não pode negar o alvará para a cobrança, mas em nenhum momento foram discutidas as relações de consumo", declarou, em entrevista ao portal G1.

Na ocasião em que ficou conhecido em Salvador, Quintanilha se vangloriou de ter o WhatsApp do prefeito ACM Neto (DEM), o que muitos interpretaram como uma tentativa de intimidar os agentes da Transalvador que o abordavam. Quase ao mesmo tempo, justificou a ação irregular por supostamente não ter sido "educado" pelo poder público a não fazê-la. Conforme gravado pelo jornalista Pablo Reis, do site Aratu Online, uma das prepostas da Transalvador que participou da ação criticou fortemente o que fez Henrique. “Nós criticamos tanto a postura errada, a corrupção, e o que é isso? Gente jovem, que não tem necessidade especial, e se locupleta de uma vaga dessa. Corrupção, fraude, falta de educação”, falou.

Curiosamente, semanas depois, o professor de direito postou uma foto em suas redes sociais na qual posava exatamente com os servidores com quem discutiu na ocasião. Segundo ele, foram os agentes que pediram uma foto, e não ele que os procurou tentando melhorar sua imagem.

Conhecido pelos hábitos festeiros nos tempos de professor da Ufba, Quintanilha tem desfrutado da vida de quase-famoso em Salvador, tendo dado entrevistas até sobre sua relação com ex-alunas. "Pessoalmente tenho especial carinho por meus alunos e não vou mentir: houveram (sic) alunas que se aproximaram de (sic) para além do aspecto acadêmico, após a conclusão do curso e realmente tive algumas relações e casos com alunas para as quais lecionei", declarou, em maio, a um blog.

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