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"Ela não se achava a maior cantora do país", conta biógrafo de Elis Regina

O escritor também contou que a vida pessoal de Elis Regina era bastante conturbada. "Ela tinha mudanças de humor repentinas. Elis começou a ser disputada por empresários, todo mundo queria contratá-la. Com essa disputa, ela começou a se armar com um comportamento que muitos consideravam agressivo", disse

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Foto : Divulgação

Por Matheus Morais no dia 20 de Maio de 2015 ⋅ 09:20

O jornalista e escritor Júlio Maria falou do seu novo livro "Nada será como antes", que conta a história da cantora Elis Regina, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (20). Para Maria, a cantora ainda tem uma força muito grande nos dias de hoje, apesar de ter morrido em 1982. "A prova disso é a grande vendagem dos livros. Ela começou a carreira, efetivamente, em 1964, fazendo shows no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Ela chegou a gravar quatro discos antes, mas continuou morando no Rio Grande do Sul", afirmou. 

O escritor também contou que a vida pessoal de Elis Regina era bastante conturbada. "Ela tinha mudanças de humor repentinas. Elis começou a ser disputada por empresários, todo mundo queria contratá-la. Com essa disputa, ela começou a se armar com um comportamento que muitos consideravam agressivo", disse. 

"A maior cantora do país não se achava a maior cantora do país. Quando Nana Caymmi, Alaíde Costa, cantoras dos anos 60, surgiram, todas elas tiveram problemas com Elis, problemas de competitividade. Muitas vezes elas não se apresentavam, Elis não admitia dividir o palco com ninguém. Como mãe, ao contrário do que muita gente pensa, foi uma mãezona", relembrou. 

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