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Reitor da Ufba promete preservar "herança de reflexão" de Albergaria

Presente ao funeral do professor Roberto Albergaria, o reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Carlos Salles, analisou o tamanho da lacuna que o antropólogo deixa para o pensamento baiano. ""A gente pode notar que é uma perda para as pessoas. Nesse momento difícil do enterro, você vê uma serie de colegas, estudantes, pessoas que foram estimuladas pelo pensamento e pela palavra crítica de Albergaria" [Leia mais...]

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Foto : Matheus Morais/Metropress

Por Felipe Paranhos no dia 05 de Julho de 2015 ⋅ 11:27

Presente ao funeral do professor Roberto Albergaria, o reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), João Carlos Salles, analisou o tamanho da lacuna que o antropólogo deixa para o pensamento baiano. 

"A gente pode notar que é uma perda para as pessoas. Nesse momento difícil do enterro, você vê uma serie de colegas, estudantes, pessoas que foram estimuladas pelo pensamento e pela palavra crítica de Albergaria. É um momento, então, de celebrá-lo, homenageá-lo. É importante que a herança que ele dá, de reflexão, seja preservada. Vamos trabalhar para isso", declarou.

Sobre Albergaria

Roberto Albergaria de Oliveira foi um dos maiores nomes da história da Universidade Federal da Bahia (Ufba), transcendendo o ambiente acadêmico e conquistando espaço e credibilidade na imprensa baiana por sua capacidade de falar com propriedade dos mais variados assuntos -- não à toa, a expressão bem-humorada "Não tem especialista? Ouve Albergaria" se popularizou nas redações baianas. Ele se formou em história na Ufba em 1974, poucos anos depois de abandonar a faculdade de direito. Depois, conquistou o diploma de estudos aprofundados em Antropologia, Etnologia e Ciências das Religiões pela Universidade de Paris VII, e em Sociedade e História Americanas pela Universidade de Paris I, além do doutorado em Antropologia pela Universidade de Paris VII.

Foi também professor associado da Ufba, com trabalhos que discutiam sobretudo mídia, carnaval, simbolismo e baianidade, no Departamento Antropologia e Etnologia da instituição. 

Fora da academia, além dos polêmicos comentários semanais na Rádio Metrópole, foi um dos responsáveis por um dos mais importantes marcos da imprensa baiana nos anos 2000, o Carnaval do Papão, no jornal A Tarde.

Ele morreu na última sexta-feira (3).

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