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Após "guerrilha" contra exclusividade, Ambev muda tom e cobra respeito às regras

Durante o Carnaval de 2014 a Ambev resolveu apelar para uma tática de guerra após ser proibida de comercializar os seus produtos nos circuitos do Carnaval de Salvador. Na época, o direito era exclusivo da Schin [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 04 de Agosto de 2016 ⋅ 17:45

Durante o Carnaval de 2014 a Ambev resolveu apelar para uma tática de guerra após ser proibida de comercializar os seus produtos nos circuitos do Carnaval de Salvador. Na época, o direito era exclusivo da Schin. Foi então que a cervejaria começou a vender a Skol de 269 ml por R$ 1 em supermercados e próximo aos circuitos da festa – ação que, obviamente, não foi um mero presente para o soteropolitano. 

Com o fim de um contrato que trouxe R$ 100 milhões para o município, Neto anunciou na última quarta-feira (3) a mudança da cervejaria que vai dominar o Carnaval, réveillon e outros eventos da prefeitura até 2019. Agora o patrocínio e a exclusividade serão da Skol.

"Essa é uma parceria histórica para a cidade de Salvador. Nós fechamos com  a Ambev, que é a maior cervejaria do planeta e  teremos a Skol como patrocinadora master do nosso calendário de eventos. Um patrocínio que bate todos os recordes de arrecadação para a cidade e que vai ter uma importância fundamental para ajudar a Salvador a fazer festas mais completas, mais bonitas e com mais brilho", disse o prefeito.

Bastante animado, o vice-presidente da Ambev, Ricardo Melo comemorou a parceria que segundo ele vai “muito além do Carnaval de Salvador”Ricardo Melo, acredita que esse é um grande investimento para a cidade. “O nosso investimento é a médio e longo prazo, no calendário de eventos de Salvador. É o Carnaval, Reveillon, são as Lavagens, festival da primavera. É uma parceria que vai muito além do Carnaval”, declarou.

Mudança de comportamento 
Mas se no ano passado a Ambev foi a principal questionadora do modelo que assegura exclusividade a apenas uma marca e combate a comercialização de outras, em 2016 o discurso mudou bastante.

“A gente está super feliz agora tendo o patrocínio e sendo o patrocinador master. Nos anos anteriores a gente vinha tentando encontrar alternativas de estar participando da festa da melhor forma possível. Agora, com essa parceria, fica muito mais fácil todo o investimento que a gente já vinha fazendo. Na verdade, não acho que algo mudou, acho que solidifica mais essa parceria”, argumentou.

Ambev diz que “sempre respeitou as regras”
Questionado sobre a repentina mudança de parâmetro quando o assunto é concorrência em grandes festas, o vice-presidente da Ambev se esquivou e preferiu adotar um discurso mais apaziguador. Ricardo Melo argumentou que esse modelo funciona muito bem em outras cidades.

“Eu acho que o modelo de Salvador é muito parecido com o de outros carnavais como de Recife, Olinda, Rio e outros carnavais que são bem consolidados. É natural que no nervosismo da operação, as coisas aconteçam com o nosso time lá embaixo. Acho que o time tem que gerenciar e a gente tem que respeitar as regras, como a gente sempre fez”, disse. Só resta saber se a Skol vai reclamar caso alguma concorrente adote a mesma estratégia de guerrilha usada pela Ambev em outros carnavais...

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