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Geddel acredita em aprovação do impeachment: "Vontade do Senado está clara"

Por 59 votos a 21, o Senado aprovou o relatório da Comissão Especial do Impeachment que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja levada a julgamento pela Casa. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 10 de Agosto de 2016 ⋅ 08:18

Por 59 votos a 21, o Senado aprovou o relatório da Comissão Especial do Impeachment que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja levada a julgamento pela Casa. Questionado sobre a aprovação do processo, durante entrevista à Rádio Metrópole, nesta quarta-feira (10), o ministro da Secretaria de Governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), Geddel Vieira Lima (PMDB), disse não ter dúvida do que vai acontecer.

"A vontade do Senado está estabelecida. Ha definição dupla que a presidente cometeu crime de responsabilidade e que perdeu qualquer legitimidade e não tem condição política de tocar adiante o governo. Acho que quanto mais cedo for feito, o governo atual poderá tomar as atitudes necessárias para atuar contra a crise", afirmou. 

Sobre o presidente interino, Geddel falou que tem "certeza" que após esse procedimento do Senado, Temer terá mais força para realizar procedimentos. "Eu não digo que é um remédio amargo, é necessário. Quem vai dizer no Brasil em sã consciência, que não é preciso fazer uma reforma previdenciária profunda? Como é que pode um sistema previdenciário continuar do jeito que está, quando se tem uma expectativa de vida chegando aos 80 anos, e tendo uma redução do índice de antalidade para 1,5%. Significa dizer que é mais gente se aposentando que entrando no mercado de trabalho. Há distorções que não para se sustentar do ponto de vista econômico e social. Cabe ao governo levar essa discussão para a sociedade. É preciso uma reforma política que altere seu modelo que está falido, gerando tantos problemas. Há de se avançar, um governo dito interino não tem força para isso, força política e social. Uma reforma previdenciária mexe comigo, com você, com avó, avô, e o governo legitimado, após o processo de impeachment, ganha a força para fazer a conversa com o povo", declarou.  

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