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Criolo retorna a Salvador e destaca produções de Baiana System e Kannário

No domingo (14), o cantor Criolo retorna a Salvador para se apresentar na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Dessa vez, a o show comemora os 10 anos do lançamento do CD “Ainda é Tempo”, de 2006, considerado pela crítica especializada [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Instagran

Por Bárbara Silveira no dia 12 de Agosto de 2016 ⋅ 10:00

No domingo (14), o cantor Criolo retorna a Salvador para se apresentar na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Dessa vez, a o show comemora os 10 anos do lançamento do CD “Ainda é Tempo”, de 2006, considerado pela crítica especializada como um dos mais importantes da trajetória do rap no Brasil. Em conversa com o Metro1, Criolo falou sobre a alegria de retornar à Concha, agora revitalizada. “Faz um tempão que eu não chego aí na Concha. Estou com saudades. Estou curioso para ver como ficou. Cada lugar tem seu jeito, mas a Bahia é uma coisa maravilhosa, é muito especial. Existem alguns lugares no Brasil que são assim, e Salvador é um deles”, disse, ressaltando o prazer de tocar para o público baiano.

Além das oito faixas do disco, o cantor vai trazer para o palco baiano uma junção de rap e artes visuais, com direção de arte assinada pelo artista plástico paulista Alexandre Órion. “A gente nunca pôde viver a experiência de ter uma direção de arte, tanto no ‘Nó na Orelha’ quanto na turnê do ‘Convoque seu Buda’. Tem um artista aqui de São Paulo que é muito especial [Órion], que batia na trave de a gente fazer algo. Mas quando surgiu a ideia de a gente fazer uma turnê em comemoração aos 10 anos desse álbum, a gente pensou em chamar ele para fazer essa direção de arte, e ele criou uma série de imagens pensando em cada música, cada momento do show, para fazer parte dessa história”, conta.

"Cada lugar tem seu jeito, mas a Bahia é uma coisa maravilhosa, é muito especial"

Baiana System e Kannário na playlist

Apesar acompanhar pouco o cenário musical alternativo soteropolitano, Criolo destaca o trabalho produzido pela Baiana System, comandada por Russo Passapusso e Robertinho Barreto, que mistura os acordes da guitarra baiana com elementos do Dubstep e do rap. O CD “Duas Cidades” da banda baiana teve a produção de Daniel Ganjaman – que também já assinou um disco do paulista.

“Mas eu já conhecia o Russo, já tinha visto ele se apresentar aqui em São Paulo uns anos atrás”, conta. Outro nome da música baiana que tem chamado à atenção do rapper é Igor Kannário. “Conheço algumas músicas, mas não o conheço pessoalmente. Das letras que eu vi, achei uma energia boa para caramba”, opina. Apesar da admiração, Criolo lembra da subjetividade de cada artista e diz que ainda é cedo para falar em uma parceria com o pagodeiro. “Não posso ter a ousadia de falar uma coisa dessa, a música é como um filho".

"Das letras que eu vi, achei uma energia boa para caramba"

Na contramão

Intitulada de “Vasilhame”, a faixa 7 do disco de Criolo vai na contramão da realidade de grande parte da música – principalmente a que fala com o público jovem – e questiona a cultura de apologia à bebida alcoólica como forma de autoafirmação. “É difícil a gente dissociar algumas coisas. Por exemplo, na sala de aula, seu professor, sua professora já está te passando isso. Seus pais, amigos, os que gostam de você. Somos todos forças complementares para essas coisas positivas. Todos têm uma determinada importância. Eu não gosto de colocar em destaque uma pessoa por levar nome de artista ou estar em um determinado lugar. É importante [um artista falar sobre a questão], muito mesmo, tanto quanto o seu pai, a sua mãe, os mais velhos", argumenta.

Serviço:

Criolo – Ainda é Tempo

Quando: domingo, 14, 19h

Onde: Concha Acústica do TCA

Ingressos: Pista lote 1: R$ 80,00 inteira / R$ 40,00 meia / Pista lote 2: R$ 100,00 inteira / R$ 50,00 meia / Camarote: R$ 200,00 inteira / R$ 100,00 meia

Ouça disco completo:

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