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Pondé fala sobre esperança: "Tem dois sinais: bíblica e grega"

O escritor, professor, filósofo e comentarista da Rádio Metrópole Luiz Felipe Pondé foi o entrevistado desta quinta-feira (11), no programa Entre Páginas Especial, realizado no Teatro Eva Herz. O escritor lança seu livro “Filosofia para Corajosos – Pense com a própria cabeça”. Na ocasião, ele falou sobre esperança. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Jessica Galvão e Matheus Simoni no dia 11 de Agosto de 2016 ⋅ 17:36

O escritor, professor, filósofo e comentarista da Rádio Metrópole, Luiz Felipe Pondé, foi o entrevistado desta quinta-feira (11) no programa Entre Páginas Especial, realizado no Teatro Eva Herz, no Salvador Shopping. O escritor lança seu livro “Filosofia para Corajosos – Pense com a própria cabeça”. Na ocasião, ele falou sobre esperança.

"Se a pessoa estiver mal e você diz que vai dar tudo errado, ela fica ainda pior. A esperança tem dois sinais: um é a esperança da tradição bíblica, que coloca ela como fundamental e põe você em movimento. A outra forma vem da tradição grega. Quando Prometeu deu o fogo para nós, Deus ficou bravo porque iríamos colocar fogo no mundo. Para os homens, Zeus prepara outra coisa. Ele dá uma caixa para Pandora e diz para ela 'não abra'. Dentro dessa caixa tem todo tipo de desgraça para acabar com a humanidade. Embaixo da caixa há a esperança. Eu acredito que a ideia de esperança navega bem entre essas duas pontes. De um lado você tem a esperança como algo de ilusão, de que algo não dará certo. Do outro lado, há essa esperança bíblica, que dá a ideia de que o homem não vive", disse.

Ainda durante a entrevista, o escritor falou da ideia que muitos casais têm de ter um filho ou um cão Golden. "Na realidade, essa pergunta está em cima de uma tendência identificada em vaárias estatísticas. Taxas de fertilidade de mulheres com avanço social e ampliação econômica acaba caindo. Começou a melhorar de vida, a mulher jovem passa a afastar a ideia de ter filho. O cara do lado começa a gostar da ideia. Se ela tem filho ela sofre, fica preocupada com o corpo. Quando você tem filho com uma mulher, nunca vai ficar completamente separado dela. Em São Paulo, ter o Golden é o símbolo de família rica, muito melhor. É um tema contemporâneo. Tem a ver com a longevidade. De um lado as pessoas vivem mais e de outro elas têm um filho. Com isso a economia do mundo quebra. Não vai existir aposentadoria, o conceito vai acabar. Essa longevidade está associada a uma diminuição do núcleo familiar e há um caráter efêmero dos vínculos, além da diminuição de bens. Há single-apartments que cabem duas pessoas e um Golden. Ao mesmo tempo, se você está no âmbito de uma classe média alta, onde há queda da taxa de fertilidade baixa, a longevidade acaba produzindo experimentações, com várias parcerias sexuais talvez. Mas com isso, nem todos são felizes. Há muita solidão", falou.

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