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"O politicamente correto se tornou uma forma de censura", defende Pondé

O escritor do livro "Guia Politicamente Incorreto da filosofia", Luiz Felipe Pondé, iniciou o segundo bloco do programa Entre Páginas Especial, realizado no Teatro Eva Herz, nesta quinta-feira (11) falando do tema "Politicamente Correto". [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Luiza Leão e Matheus Simoni no dia 11 de Agosto de 2016 ⋅ 19:03

O escritor do livro "Guia Politicamente Incorreto da filosofia", Luiz Felipe Pondé, iniciou o segundo bloco do programa Entre Páginas Especial, realizado no Teatro Eva Herz, nesta quinta-feira (11) falando do tema "Politicamente Correto". Para ele, o politicamente correto é, na sua raiz, uma tentativa de ampliar a esfera doméstica. Além disso, acredita que é uma "forma de censura"

"O politicamente correto se transformou num modo de censura, destruindo carreiras nas universidades, fazendo com que você não consiga editais na cultura por causa de um grupo que se apropriou desse discurso. Nasceu de uma necessidade de movimentos socias e se transformou numa arma mal caráter para destruir pessoas. Conheço colegas de imprensa que morrem de medo de tomar um 'cacete' por causa de uma palavra. Escrever com arrobas e x's nos lugares das vogais, eu acho que isso é uma modinha e não acho que é um avanço. Só se [o avanço] for em direção ao abismo", defendeu. 

O escritor e convidado para o programa da Rádio Metrópole, também comentou a lei da Escola Sem Partido."Me perguntam sempre sobre a lei da Escola Sem Partido que nasceu de uma justificativa correta diante de professores que pregavam o marxismo nas escolas. Eu não sou a favor de nenhuma forma de darwinismo. Critico a doutrinação marxista, mas não acho que a solução seja criar uma lei, não acho que resolveria. Sei que determinados assuntos se devem pôr na pauta. Se você tem um cara batendo numa menina, por exemplo, você tem que ir lá e dar um pau na cara do cara. Isso que se deve ensinar nas escolas", acredita o professor. 

Luiz Felipe Pondé narrou uma experiência sobre uma viagem realizada, para confirmar que o politicamente correto carece de bom senso. "Outro dia eu estava em um ambiente cheio de pessoas educadas nos Estados Unidos. Aí um sujeito fez uma piada sobre câncer de mama, de como seria legal  trabalhar mexendo nas mamas. Em volta, várias mulheres pareciam que estavam enfiando uma agulha nos ouvidos. O politicamente correto nasceu de uma constatação de alguns sábios lingústicos. A necessidade é a educação doméstica. É saber que se pode contar uma piada em um ambiente e outro não", disse.

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