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"Pode faltar combustível em Salvador", afirma funcionário da BR

Os funcionários da BR Distribuidora iniciaram uma greve em Salvador e em diversas cidades do país na manhã dessa segunda-feira (15), após diversas rodadas de negociações onde pediam que a subsidiária não fosse privatizada pelo governo do presidente interino Michel Temer. Na semana passada o governo anunciou que colocaria a venda 51% das ações da BR [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Metro1 no dia 15 de Agosto de 2016 ⋅ 11:02

Os funcionários da BR Distribuidora iniciaram uma greve em Salvador e em diversas cidades do país na manhã dessa segunda-feira (15), após várias rodadas de negociações onde pediam que a subsidiária não fosse privatizada pelo governo do presidente interino Michel Temer. Na semana passada o governo anunciou que colocaria a venda 51% das ações da BR.

Apesar de parecer distante, a mobilização vai afetar diretamente o cidadão comum, já que a probabilidade de faltar gasolina nos postos de combustíveis é grande. “O indicativo é parar por cinco dias. A base de Candeias é que abastece Salvador com combustível, com ela parada, não vai ter carregamento e pode faltar gasolina”, explica um funcionário à Metrópole que preferiu não ser identificado.

O movimento é apoiado pelo Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) e foi decretado também em cidades como Camaçari, Itabuna, Rio de Janeiro, Manaus e Fortaleza. “Há o risco também das termoelétricas ficarem desabastecidas e de faltar combustível para as aeronaves. A situação é séria”, argumentou.

De acordo com o coordenador do Sindipetro, David Bacelar existe uma “chance real” de a cidade ficar sem abastecimento de combustível. “Nós estamos falando da greve de um dos maiores terminais de distribuição do estado. Pode ficar sem combustível, é uma possibilidade real. Dois ou três dias aqui [parados], infelizmente, pode desabastecer alguns postos de Salvador”, explicou.

Aumento de preço para “aproveitar momento”

E os prejuízos não param por ai, caso falte combustível, os postos que ainda tiverem o produto para a venda podem aumentar consideravelmente o preço. “As redes de postos podem subir, mas é uma decisão do dono do posto. Ele estará comprando o combustível pelo mesmo valor, não vai sair mais caro da distribuidora. Subir preço das distribuidoras, não existem. Os postos se aproveitam ou podem se aproveitar para subir o preço, como aconteceu na greve do ano passado ali no Sul da Bahia e Norte de Minas onde a gasolina estava quase custando R$ 5. É um artifício”, afirmou. 

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