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Há 40 anos, morria o ex-presidente Juscelino Kubitschek

Há 40 anos, morria um dos maiores políticos da história do Brasil: Juscelino Kubitschek. Em 22 de agosto de 1976, JK estava sentado no banco de trás de um Opala, dirigido por Geraldo Ribeiro — seu motorista havia três décadas —, numa viagem de São Paulo para o Rio de Janeiro, quando um ônibus atingiu seu carro. Geraldo perdeu o controle do veículo, que foi parar na contramão da rodovia Presidente Dutra, onde foi atingido por uma carreta. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/TV Globo

Por Metro1 no dia 22 de Agosto de 2016 ⋅ 18:11

Há 40 anos, morria um dos maiores políticos da história do Brasil: Juscelino Kubitschek. Em 22 de agosto de 1976, JK estava sentado no banco de trás de um Opala, dirigido por Geraldo Ribeiro — seu motorista havia três décadas —, numa viagem de São Paulo para o Rio de Janeiro, quando um ônibus atingiu seu carro. Geraldo perdeu o controle do veículo, que foi parar na contramão da rodovia Presidente Dutra, onde foi atingido por uma carreta.

Juscelino nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em 12 de setembro de 1902, e chegou a fazer seminário até os 15 anos. Depois, começou a carreira profissional como telegrafista e se formou na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte. Em 1933, iniciou a passagem pela política como chefe do Gabinete Civil do interventor federal Benedito Valadares, até eleger-se deputado federal pelo Partido Progressista de Minas Gerais, no ano seguinte.

Com o golpe de Getúlio Vargas em 1937 e a deflagração do Estado Novo, Juscelino voltou a exercer a medicina. Três anos depois, voltou à política como prefeito de Belo Horizonte. Lá, começou a exercer sua vocação para a execução de obras de infraestrutura, como as novas redes de esgoto e água da cidade e o conjunto arquitetônico de Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer.

Afastado — como todos os prefeitos — pelo STF em 1945, JK tornou-se deputado federal em 1946, destacando-se na oposição ao governo de Minas. Em 1950, foi escolhido pelo PSD como candidato e assumiu o Executivo de seu estado no ano seguinte, já com Vargas presidente eleito. Como governador, Juscelino investiu na industrialização, até se desincompatibilizar, em 1955, para se candidatar e vencer a disputa pela presidência. 

Como presidente, JK foi responsável pelo Plano de Metas, com 31 objetivos em cinco grupos: energia, transportes, alimentação, indústria de base e educação. Além disso, construiu Brasília, transferindo a capital do país para o novo Distrito Federal, e fortaleceu o caráter desenvolvimentista do país, construindo rodovias que até hoje são fundamentais para o país.

JK morreu com 73 anos e sem direitos políticos, que haviam sido cassados pelo Regime Militar logo após o Golpe de 1964.

Lembranças de MK

Nesta segunda-feira (22), Mário Kértesz recordou-se da semana em que Juscelino morreu. "Eu me lembro. Eu morava no Rio de Janeiro nessa época. Trabalhava com Antonio Carlos Magalhães, o original, na Eletrobras. Poucos dias antes, ele entra na minha sala, eu trabalhava no mesmo andar. Décimo andar do edifício ali na Av. Rio Branco. Ele entra na minha sala e diz: 'Mário, quer conhecer JK?'. 'Só se for agora', respondi. Aí saímos aparece um sacana e começa a conversar com ele. Atrasou. Quando atravessamos a rua a pé, chegamos lá, disseram que o presidente acabou de sair. Quatro dias depois, ele morreu no acidente. Eu fiquei numa dor que você não imagina", falou.

"Eu me lembro bem desse dia. O presidente era Ernesto Geisel. O chefe da Casa Militar era João Baptista Figueiredo. O governo brasileiro demorou muito tempo pra decretar luto oficial. Pois bem. Antonio Carlos deu uma declaração à imprensa dizendo: 'Eu vou ao funeral dele em Brasília'. Figueiredo ligou para ele dizendo: 'Você vai para o funeral de um cassado?' Ele respondeu: 'Eu vou no seu enterro, quanto mais no dele'. E foi mesmo", completou.

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