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Portugal comenta polêmica envolvendo ex-diretor do MAM e gravação do "Esquenta"

Para esclarecer a polêmica envolvendo a exoneração de Zivé Giudice da Direção do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), após a autorização para a gravação do programa "Esquenta", o secretário de Cultura e professor, Jorge Portugal, foi entrevistado no Jornal da Cidade 2 edição, da Rádio Metrópole, nesta quarta-feira (24). [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Luiza Leão no dia 24 de Agosto de 2016 ⋅ 19:19

Para esclarecer a polêmica envolvendo a exoneração de Zivé Giudice da Direção do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), após a autorização para a gravação do programa "Esquenta", o secretário de Cultura Jorge Portugal esteve no Jornal da Cidade 2ª edição, da Rádio Metrópole, nesta quarta-feira (24).

"Foi algo que estrapolou o bom senso, não precisaria ser daquela forma de jeito algum. Ele me ligou avisando que a Rede Globo iria fazer de qualquer maneira um programa lá. Eu liguei para o diretor do Ipac e me disseram que só gravariam a cabeça do programa, mas que o diretor estava intransigente. Depois disso eu liguei para Giudice e expliquei que não era um programa e sim uma parte que dura 30 segundos. Ele já estava completamente fora de controle, vociferando, dizendo que não estaria mais lá como diretor e sim como artista, pedindo demissão. Para mim a história acabou ali", esclareceu.

À convite de Portugal, Giudice assumiu a direção do museu em 2015, mas entregou o cargo na última terça-feira (23) por discordar da autorização do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) para a gravação do programa da Rede Globo, "Esquenta". Segundo o Ipac, a solicitação feita para o programa foi apenas para uma captação sonora de 30 minutos na área externa do Solar do Unhão.

O Ipac alegou ainda que a gravação seria feita no período da manhã da terça-feira (23) ou desta quarta (24), e que nesses horários não existem atividades sendo realizadas no local, ou seja, não haveria distúrbio no funcionamento do museu. Para Giudice, a autorização do Ipac foi "um gesto à revelia da minha orientação, desconsiderando a minha autoridade”. Após o ocorrido, a produção do programa desistiu de gravar no MAM.

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