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"Escrevi o que não queriam ouvir", diz Dantaslé sobre livro vetado por ACM

O livro "A trilha perdida - caminhos e descaminhos do desenvolvimento baiano do século XX" também foi um dos assuntos comentados. Noelio chegou a revelar que quando a obra foi lançada, ele foi vetado pelo ex-senador e ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, o ACM. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 25 de Agosto de 2016 ⋅ 08:51

O professor e escritor Noelio Dantaslé Spinola foi entrevistado por Mário Kértesz, nesta quinta-feira (25), na Rádio Metrópole, e relembrou algumas histórias. O livro "A trilha perdida - caminhos e descaminhos do desenvolvimento baiano do século XX" também foi um dos assuntos comentados. Noélio chegou a revelar que quando a obra foi lançada, ele foi vetado pelo ex-senador e ex-governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, o ACM.  

"Fui proibido de fazer publicação, porque fiz uma crítica. Um estado como o nosso, faz com que intelectuais não falem o que querem, eu escrevi o que o governo não queria ouvir. Tem muita gente chapa branca escrevendo aí. Eu escrevo motivado pelos meus alunos. Tenho oito orientandos de mestrado e doutorado, são meus filhos". O livro trata da economia baiana nos séculos XIX e XX, analisando uma contradição entre os números apresentados e as estatísticas oficiais, além do processo de desenvolvimento regional do Nordeste brasileiro.

Ainda relembrando alguns fatos, Noélio disse que o também ex-governador Waldir Pires fez um "favor" ao exonerá-lo como "fantasma". "Eu passei 1965, quando me formei em economia, passei de 65 até 2000 trabalhando no serviço público. Fui demitido, estava de férias, quando entrei na Justiça do Trabalho. O advogado do Desenbanco me pediu desculpas, que ele não tinha o que dizer, porque era uma violência legal o que fizeram comigo. Quiseram me fazer mal, mas fizeram um favor. Eu coloquei uma empresa de consultoria e comecei a pegar muitos serviços no Polo Petroquímico, ganhei um dinheirinho. Depois que Waldir saiu do governo e ACM voltou, me chamaram para voltar ao estado e eu agradeci, mas não quis", falou. 

 

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