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"Prefeitura não é dona dos ônibus", diz secretário sobre cartão do idoso

Com a polêmica criada após ser cancelado o uso do cartão do idoso para acesso aos ônibus de Salvador, o secretário municipal de Transporte e Urbanismo, Fábio Mota, se isentou de responsabilidade nara solucionar a situação. Em entrevista ao apresentador José Eduardo, na Rádio Metrópole, nesta quarta-feira (31), ele falou que "a Prefeitura não é dona dos coletivos e sim fiscal e gestora da concessão para as empresas". [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Camila Tíssia no dia 31 de Agosto de 2016 ⋅ 12:24

Com a polêmica criada após ser cancelado o uso do cartão do idoso para acesso aos ônibus de Salvador, o secretário municipal de Transporte e Urbanismo, Fábio Mota, se isentou de responsabilidade nara solucionar a situação. Em entrevista ao apresentador José Eduardo, na Rádio Metrópole, nesta quarta-feira (31), ele falou que "a Prefeitura não é dona dos coletivos e sim fiscal e gestora da concessão para as empresas".

"Foi criado o cartão, o cartão que é facultativo, 147 mil idosos aderiram aos cartões e sempre continuaram pegando com a carteira de identidade, aqueles que não tinham o cartão. Essa decisão é judicial e a prefeitura cumpre. De lá para cá estamos chamando as concessionárias e determinamos que se faça um atendimento melhor. As concessionárias estão treinando os cobradores nesta semana, são 8 mil pessoas. A Justiça determina o acesso do idoso, e ele está sendo feito. Espero que semana que vem melhore. Resolver não vai, porque tem que ter a conferência e eu não posso exigir que as concessionárias não faça isso", explicou.

De acordo com o secretário, o cartão era opcional, nunca foi obrigatório e através disso o idoso escolhia se ficava atrás ou na frente dos ônibus. "Esse assunto não era pauta em nenhum jornal, até porque era um assunto resolvido.  Os ônibus de Salvador têm 38 a 39 assentos e a lei diz que 10% deveriam ser resguardados. Nós criamos nove assentos nas novas configurações dos ônibus. Então o idoso entrava com seu cartão, evitaria a questão da conferência, principalmente nas estações, onde se formavam filas. Lembrando que a gente não tem um ônibus na cidade, nós temos 3 mil ônibus rodando, então é difícil fazer essa análise".

Ainda segundo Fábio Mota, a nova logística tem atrapalhado o transporte público da cidade. "Hoje, até se resolver, o idoso entra pela porta da frente, se estiverem lotados, o motorista para para ele entrar pelo meio, isso atrasa o transporte de Salvador. As linhas com o cartão do idoso que faziam 10 viagens, hoje fazem 6 e a população está reclamando dessa demora. A logística foi afetada. A gente tá sentando e as concessionárias estão treinando os cobradores para que eles passem o cartão".  

O secretário defendeu também que, o cartão serviu para saber quantos idosos tem na cidade e para dar prioridade. "A identidade sempre foi respeitada, em qualquer cidade, e o cartão foi para melhorar a logística do embarque. Cabe a prefeitura acatar a decisão judicial, com isso cancelamos os 147 mil cartões. Se o idoso já passou pelos postos, já predispõe a ideia que ele tem 65 anos. Mas, nossa ideia não foi bem entendida. Esperamos que os cobradores sejam treinados e isso melhore. A defensoria entendeu que os cartões eram restritivos, nós não. A prefeitura cumpre a medida de cancelar os cartões. A defensoria sugere que dê cartões ao cobrador, para que ele passe com mais rapidez, ao invés de entrar pela porta do meio. Estamos tentando resolver essa nova realidade, a partir do treinamento", completou.  

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