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Estudantes acusam PM de agir com truculência em ato contra Temer na Uneb

Em nota enviada para a imprensa, a UNEB disse que repudia a ação violenta da PM contra os estudantes da universidade, que prometem um novo protesto nesta sexta-feira (2). [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Facebook

Por Milene Rios e Camila Tíssia no dia 02 de Setembro de 2016 ⋅ 09:26

Um protesto realizado por estudantes da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), contra o novo presidente Michel Temer, terminou em tumulto na noite dessa quinta-feira (1º). De acordo com os alunos, a polícia chegou agindo com truculência, contra o ato que aconteceu no pátio da instituição no Campus do Cabula. 

“Tudo ocorria pacificamente com gritos de ordem e cartazes, quando chegou um camburão e com arma apontada em nossa direção acompanhada de empurrões, fomos obrigados a sair da pista. Truculência, armas de fogo apontadas para cabeça de estudantes e tentativas arbitrárias de prisão”, disse uma estudante que preferiu não se identificar.

O protesto, que tinha cerca de 50 estudantes, começou por volta das 18h em um das pistas na Rua Silveira Martins, no Cabula. Os estudantes afirmaram que a pedido dos policias deixaram a pista por algumas vezes, mas retomaram o espaço, o que pode ter provocado a insatisfação da polícia.

“Voltaram a nos reprimir de forma mais severa e prenderam um menino sem ele ter feito nada. Eles disseram que iriam quebrar a perna dele e nosso maior medo é que nunca mais o víssemos. Tinha um advogado lá tentando dialogar e eles pegaram o cara pelo pescoço e disseram 'que se foda a lei'. Conseguimos impedir que o menino fosse levado e ele fugiu. Muitas mulheres sofreram empurrões, arma na cabeça e spray no nosso olho”, descreveu a estudante, através das redes socias. 

Em nota enviada para a imprensa, a Uneb disse que repudia a ação violenta da PM contra os alunos da universidade. "É fundamental resguardar o direito constitucional ao livre exercício de expressão e manifestação. Esta universidade expressa o seu apoio aos estudantes e exige o Governo do Estado a apuração urgente do ocorrido e devidas providências, no sentido de punir os responsáveis", diz o comunicado. Os estudantes prometem um novo protesto nesta sexta-feira (2).  

PM nega

Em nota, a PM negou as acusações. "A PM esclarece que não houve agressão física e nem prisão de manifestantes, bem como nenhum policial adentrou na referida instituição de ensino. A 23ª CIPM, unidade responsável pelo policiamento do bairro, permaneceu no local em acompanhamento até o término da manifestação", esclareceu.

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