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Taxistas de Salvador listam prejuízos e cobram ações contra clandestinos

Mário Kertész recebeu no Jornal do Meio Dia dessa sexta-feira (2), três taxistas de Salvador que mostram o ponto de vista da categoria sobre o aplicativo de transporte Uber – que começou a operar na cidade em abril de 2016, mesmo sendo classificado pela prefeitura como “clandestino”, e outros transportadores sem regulamentação [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Gabriel Nascimento no dia 02 de Setembro de 2016 ⋅ 12:44

Mário Kertész recebeu no Jornal do Meio Dia dessa sexta-feira (2), três taxistas de Salvador que mostraram o ponto de vista da categoria sobre  aplicativo de transporte Uber – que começou a operar na cidade em abril de 2016, mesmo sendo classificado pela prefeitura como “clandestino”, e outros transportadores sem regulamentação. 

De acordo com Evandro Melo, Laudelino Lima e Carlos Adorno, falta controle por parte dos órgãos públicos e os taxistas estão sendo prejudicados pela prática. “Nós vivemos uma crise muito grande, ninguém pode contestar. A tecnologia chega pro bem e pro mal. Vejo com preocupação esse APP [Uber] porque ele entra nos países sem pedir licença. Sem respeitar as leis e os regulamentos dos países. Além da crise no país, temos a concorrência dos clandestinos que não utilizam no APP e agora do próprio APP. Como tá não pode ficar. Tem que ter uma regulamentação. Taxi, hoje a média é um carro para atender 500 habitantes. A média é essa. Temos 7 mil taxis em Salvador. Estamos com excesso. Estamos com a capacidade acima do que a população precisa. Tem que ter uma regulamentação, se for pra aprovar tem que ter uma pesquisa de estado”, opinou, afirmando que pela primeira vez em muitos anos, não teve rendimento para pagar a parcela do carro financiado pela Desenbahia. 

A dificuldade também é ressaltada por Adorno. Segundo ele, os taxistas estão passando por dificuldades. “Acredito que do jeito que está, não tem que continuar. A gente só tem duas alternativas: ter uma regulamentação federal e o possível bloqueio. E a segunda uma regulamentação por parte da prefeitura. Você pega o motorista do Uber, tem muitos que alugam o carro. Você tem seu carro, mas se você pegar o carro de outra pessoa, você não sabe em que situação está aquele veículo”, afirmou. 

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