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Greve dos bancários segue por tempo indeterminado: “Nenhuma negociação marcada”

Quem procurou uma agência bancária nesta terça-feira (6) provavelmente se deparou com portas fechadas. Os bancários de todo o país decidiram entrar em greve como resposta a falta de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre questões trabalhistas [Leia mais...]

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Foto : Elza Fiúza/Agência Brasil

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 06 de Setembro de 2016 ⋅ 09:17

Quem procurou uma agência bancária nesta terça-feira (6) provavelmente se deparou com portas fechadas. Os bancários de todo o país decidiram entrar em greve como resposta a falta de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre questões trabalhistas. As reivindicações da categoria, que não foram atendidas, incluíam reajuste salarial, melhores condições de trabalho, reposição inflacionária de 5%, antecipação e reajuste na participação dos lucros, aumento do piso salarial e vale-alimentação. 

Em entrevista à Rádio Metrópole, o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, afirmou que foi apresentada à categoria uma uma proposta de 6,5% de reajuste. “Nós reivindicamos 14% e eles não aceitaram. Eles continuam nos enrolando sobre nossas pautas. Os bancos diminuíram muitos postos de trabalho. A gente pede mais segurança e o fim do assédio moral. Estamos abertos para as negociações, apesar de não ter nenhuma rodada marcada, ainda sem negociações marcadas. Nossa greve começou hoje com grande adesão e a tendência é que o movimento se amplie nos próximos dias. Os bancos privados e os públicos estão parados, mas ainda encontramos algumas agências funcionando”, explicou.

Apesar de não dar números exatos, segundo Vasconcelos, das 1100 agências na Bahia, “centenas” estão fechadas. Dentre as reclamações dos trabalhadores está o descumprimento da jornada de trabalho. “É de 6h, mas tem sido desrespeitada porque as filas são cada vez maiores. O piso salarial de escritório gira em torno de R$ 1700. Nossa média salarial está em torno de R$ 3 mil, R$ 4 mil, mas a realidade dos bancários é que eles ganham muito mal. As demissões já estão acontecendo, os bancos já reduziram 10 mil postos de trabalhos e isso porque nós já conseguimos reduzir muitas demissões na justiça. A greve é por tempo indeterminado, mas espero que as negociações aconteçam logo”, disse. 

Consumidor pode reclamar

O consumidor que se sentir lesado pela paralisação pode realizar uma reclamação no site do Banco Central. “Por juros [em contas que não puderam ser pagas], pagamento de encargos por atraso ou porque perdeu contratos, tem que entrar na justiça. A greve é o único instrumento que temos para exigira dos bancos nossos direitos. Nós estamos em negociação desde o dia 5 de agosto. Estamos falando das grandes agências, HSBC, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil. A gente pede o apoio da população e a gente faz greve porque ela é necessária”, justificou o presidente da categoria. 

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