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Entre Páginas: Moçambique, Mata Hari e a morte

“Contos do Nascer da Terra”, de Mia Couto. Nesta reunião de contos breves, o escritor Mia Couto conta histórias do cotidiano de Moçambique que tratam da identidade e do imaginário de um povo tão alegre quanto sofrido. Ao todo são 35 histórias breves que se baseiam no cotidiano quase mágico de Moçambique e exploram a sonora linguagem do português africano, revelando na escrita a identidade de um povo e o domínio muito próprio da cultura e da criatividade literária. [Leia mais...]

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Foto : Ilustrativa

Por Nardele Gomes no dia 08 de Setembro de 2016 ⋅ 11:52

“Contos do Nascer da Terra”, de Mia Couto. Nesta reunião de contos breves, o escritor Mia Couto conta histórias do cotidiano de Moçambique que tratam da identidade e do imaginário de um povo tão alegre quanto sofrido. Ao todo são 35 histórias breves que se baseiam no cotidiano quase mágico de Moçambique e exploram a sonora linguagem do português africano, revelando na escrita a identidade de um povo e o domínio muito próprio da cultura e da criatividade literária. Vemos aqui essa África que o Brasil tanto proclama como parte de sua própria matriz surgir na forma de contos que dão conta da diversidade e complexidade do mundo que, começando do outro lado do oceano, está tão presente na alma brasileira. “Contos do Nascer da Terra”, de Mia Couto.

Vem aí mais um livro do autor vivo mais traduzido no mundo: o brasileiro Paulo Coelho. A nova obra é “A Espiã”. Mata Hari foi a mulher mais desejada de sua época: bailarina exótica que chocava e encantava plateias ao se desnudar nos palcos, confidente e amante dos homens mais ricos e poderosos de seu tempo, figura de passado enigmático que despertava o ciúme e a inveja das damas da aristocracia parisiense. Ela ousou libertar-se do moralismo e dos costumes provincianos das primeiras décadas do século XX e pagou caro por isso: em 1917, foi executada pelo pelotão de fuzilamento do exército francês, sob alegação de espionagem. Em seu novo romance, Paulo Coelho revisita a vida dessa mulher extraordinária. “A Espiã”, de Paulo Coelho.

E por fim este livro de título interessante: “A morte é um dia que vale a pena viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é talvez o maior medo de boa parte das pessoas, além de ser ainda um tabu. No entanto, Ana Claudia Quintana Arantes nos mostra, neste livro, que a grande questão envolvendo a morte, na verdade, é a vida. Como estamos vivendo? Nossos dias estão sendo devidamente aproveitados ou vamos chegar ao fim desta jornada cheios de arrependimentos sobre coisas que fizemos – ou, pior, que não fizemos? Ana Claudia, médica especialista em Cuidados Paliativos, compartilha suas experiências pessoais e profissionais e incentiva que as pessoas cultivem relações saudáveis, cuidem de si próprias com a mesma dedicação com que cuidam dos parentes e amigos, sem deixar de fazer aquilo que têm vontade e as torna felizes. Este livro apresenta uma reflexão fundamental para os dias de hoje, tempo em que vivemos com a sensação permanente de que estamos deixando a vida escorrer entre os dedos. “A morte é um dia que vale a pena viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes.

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