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Corpos no IML são carregados por carro-prancha; elevadores quebraram há 11 dias

Os corpos que chegam ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) estão sendo transportados da sala da necropsia, no primeiro andar, até a geladeira, no térreo, em carros-pranchas, porque os três elevadores do prédio, um dos quais tinha sido consertado na terça-feira, estão quebrados. No trajeto os funcionários tem que empurrar os carros-prancha por uma rampa no estacionamento do IML. A situação no instituto está assim desde o dia 4 deste mês. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Correio

Por Laura Lorenzo no dia 15 de Setembro de 2016 ⋅ 18:22

Os corpos que chegam ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) estão sendo transportados da sala da necropsia, no primeiro andar, até a geladeira, no térreo, em carros-prancha, porque os três elevadores do prédio, um dos quais tinha sido consertado na terça-feira, estão quebrados. No trajeto os funcionários tem que empurrar os carros-prancha por uma rampa no estacionamento do IML. A situação no instituto está assim desde o dia 4 deste mês.  

Dos dez corpos que estavam programados para descer até a geladeira pela rampa na manhã desta quinta-feira (15), de acordo com o Correio, apenas quatro foram vistos sendo levados pelos funcionários até as 11h, porque, segundo um funcionário que não quis se identificar, o trajeto foi alterado. Os corpos estariam chegando ao andar onde está a geladeira por um escada interna do prédio, dificultando ainda mais o transporte por carros-prancha carregados pelos trabalhadores do IML. 

“A ordem é para ser assim até que a imprensa esteja por aqui. Isso é inadmissível. A gente tem que ficar equilibrando o carro-prancha para o corpo não cair, sem falar no peso que é”, contou o funcionário. A empresa responsável pela manutenção preventiva e corretiva dos elevadores do instituto é a Orona AMG. Ao ser procurada, a assessoria do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que é o responsável pelo IML, não se posicionou.

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