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Candidatos que contestam contratações dos Correios realizam protesto nesta sexta

A Empresa Brasileira de Telégrafos, os Correios, realizou um concurso, em 2011, para a função de carteiro. O edital era claro: a validade para convocação seria de um ano, prorrogável por mais um ano, ou seja, os aprovados deveriam ser chamados até 2013.

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Foto : Agência Brasil

Por Ticiane Bicelli no dia 22 de Maio de 2015 ⋅ 10:39

A Empresa Brasileira de Telégrafos, os Correios, realizou um concurso, em 2011, para a função de carteiro. O edital era claro: a validade para convocação seria de um ano, prorrogável por mais um ano, ou seja, os aprovados deveriam ser chamados até 2013. No entanto, muitos aprovados na prova objetiva e no teste de aptidão física (TAC) seguem no Cadastro de Reserva a ver navios. Há dois anos, quando o concurso estava prestes a vencer, o Ministério Público entrou com uma ação contra os Correios alegando que a empresa vinha contratando terceirizados para compor o deficit de funcionários. Thiago Bastos, que faz parte da comissão do Cadastro de Reserva, explica que a contratação dos terceirizados durante a vigência do concurso é inconstitucional, já que mais de mil candidatos aguardavam convocação, apenas na Bahia. "A juíza da 15ª Vara de Brasília determinou que enquanto o processo estiver vigente, o concurso permanecerá válido. A empresa deve fazer a substituição dos terceirizados pelos candidatos do Cadastro de Reserva. O que vem acontecendo na Bahia é justamente o contrário: a empresa continua com contratos milionários com terceirizados e nós seguimos aguardando", relata.

Em várias capitais, como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, o Cadastro de Reserva já foi esgotado. Na Bahia, no entanto, a morosidade é concursada. Em quatro anos foram contratados na capital baiana apenas 145 carteiros, sendo a posição do último contratado 174, restando ainda 1.325 candidatos no Cadastro de Reserva. "A Bahia contrata um candidato agora e daqui a seis meses contrata mais um. O que está em jogo não é só a nossa comissão. Há famílias, funcionários dentro da empresa sofrendo e a população que não recebe suas correspondências em dia. Há sobrecarga de trabalho lá dentro também, tem carteiro fazendo papel de operador de triagem e transbordo, que é outra função. Além da empresa tentar cobrir o deficit de funcionários com essas contratações irregulares, o número de funcionários que há lá dentro segue insuficiente", denuncia Thiago Bastos.

Diante da situação, uma mobilização será realizada nesta sexta-feira, às 8 horas da manha, na Central dos Correios, na Avenida Paulo VI, na Pituba. O objetivo é reivindicar o cumprimento da determinação da justiça, além de apresentar o problema à população.

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