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Clientes lesados pela PDG temem possível falência da empresa

Os relatos são de clientes que se sentiram lesados pela construtora PDG aqui em Salvador. Uma das maiores incorporadoras do país acumula uma série de denúncias por não cumprir prazos na entrega de imóveis, pela falta de comunicação e ainda por problemas graves dentro da própria empresa, como o que aconteceu com a administradora Rafaela Dias. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Milene Rios e Jessica Galvão no dia 28 de Setembro de 2016 ⋅ 17:18

"Eu comprei um apartamento em fevereiro de 2015, com a previsão para receber em junho de 2015, depois eu recebi a notícia, por terceiros, que a obra estava em atraso. Tentei fazer a troca do imóvel e consegui fazer uma migração, com a previsão para entregar agora em janeiro. Quando janeiro chegou, fui informada que eles não tinham mais previsão nenhuma de entrega do apartamento" (Rafaela Dias, administradora).

"Eu adquiri no começo de 2008 e era um imóvel com previsão de entrega para 2010. Eu dei uma entrada, continuei pagando, eles alegaram vários motivos para atraso, uns motivos esdrúxulos, e ele só foi entregue em 2012, com quase dois anos de atraso" (Luciano Caldas, jornalista). 

Os relatos são de clientes que se sentiram lesados pela construtora PDG aqui em Salvador. Uma das maiores incorporadoras do país acumula uma série de denúncias por não cumprir prazos na entrega de imóveis, pela falta de comunicação e ainda por problemas graves dentro da própria empresa, como o que aconteceu com a administradora Rafaela Dias.

"Eu peguei o Flex Piatã. Ele tem de 53 metros, 58 e de 71. Eles não dizem. Eu fiquei sabendo através dos próprios funcionários da PDG que a obra parou, porque tinha um prédio que estava torto, e era justamente a torre que eu peguei. Estou tentando desde janeiro, fazer a migração, só que, a proposta da PDG é uma proposta ridícula, indecente. O apartamento que está valendo R$ 238 mil, eles querem fazer a migração e querem que eu pague R$ 257 mil, sendo que esse valor já é embutido a corretagem. Só de corretagem, eu paguei R$ 13.700,00. Estou com duas ações contra ele, uma da corretagem e outra por atraso da obra", falou Rafaela.

Na última segunda-feira (26), uma matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo indica que a PDG acumula além de denúncias, uma dívida bilionária. A empresa tem imóveis parados que somam quase 3 bilhões de reais de prejuízos e, até o fim do ano, deve entrar com um pedido de recuperação judicial. 

Para o jornalista Luciano Caldas, que tenta ser indenizado pelos danos causados pela incorporadora, a notícia é ruim. "Na época, quando eu planejei meu casamento, eu tive que postergar por conta desse atraso na entrega do imóvel, e depois disso, eu tomei as medidas judiciais, ajuizei uma ação por conta de alguns fatores do atraso em si, dos danos morais e materias, além da cobrança de corretagem. Como muitas coisas na Justiça, elas se arrastam, em passos de tartaruga, como não teve sentença em definitiva, a notícia entrou como algo muito ruim, ficou uma tristeza, porque pode ser provável que eu não veja ressarcimento nenhum pelo prejuízo que eu tomei e que eu não tive culpa alguma, somente a PDG, e agora eu vou ficar a ver navios. Como consumidor eu me sinto bastante lesado", disse.

Só em 2015, a PDG demitiu 60% dos funcionários, mas os resultados não mostraram reação. Enquanto isso, Rafaela Dias lamenta que até hoje não tenha recebido a casa própria, depois de tantos gastos e quase dois anos de fechada a negociação com a incorporadora. "Eles garantiram que o imóvel ia sair em junho de 2015 e eu estava grávida, e meu filho nasceu em julho de 2015, então, na minha cabeça, eu vou receber em junho, tenho um mês para preparar o imóvel e me mudar e até hoje, eu moro de favor na casa da minha sogra", falou a administradora.

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