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Reforma pomposa não resolveu cachoeiras e bagunça na Estação da Lapa

Com um público de em média 450 mil pessoas por dia e um fluxo de mais de 320 ônibus por hora, a Estação de Transbordo Clériston Andrade, mais conhecida como Estação da Lapa, foi entreguerenovada pela Prefeitura em março desse ano, após ser reformada pela Concessionária Nova Lapa, formado pelas empresas Axxo, Participa e Socicam. Mas os mais de R$ 20 milhões gastos na obra pelo visto não foram suficientes para resolver nem os problemas mais banais [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 01 de Outubro de 2016 ⋅ 09:00

Com um público de em média 450 mil pessoas por dia e um fluxo de mais de 320 ônibus por hora, a Estação de Transbordo Clériston Andrade, mais conhecida como Estação da Lapa, foi entregue  renovada pela Prefeitura em março desse ano, após ser reformada pela Concessionária Nova Lapa, formado pelas empresas Axxo, Participa e Socicam. Mas os mais de R$ 20 milhões gastos na obra pelo visto não foram suficientes para resolver nem os problemas mais banais.

Basta chover que as novas escadarias da Lapa viram uma verdadeira cascata natural, jorrando água por todos os lados, como aconteceu na última sexta (23), causando uma série de estragos e complicando a vida dos usuários do local. Coisa de causar inveja ao naufrágio do navio Titanic. Para piorar, alguns comerciantes da estação já estão fechando suas lojas devido a problemas estruturais no local.  Além disso, chovem reclamações de infiltrações, buracos e rachaduras no piso do terminal. Haja paciência!

Passageira que presenciou cascata: “Assustou, a gente não está acostumada”
Usuária da Estação da Lapa, Telma Oliveira disse ao Jornal da Metrópole que presenciou a verdadeira cachoeira formada em uma escadaria na última sexta. “Foi rápido. De repente a água começou a cair numa densidade grande e tomou conta da escada. Assustou, porque a gente não está acostumada a ver isso”, contou.
 O problema também foi endossado pelo comerciante Tiago Souza. “Quando chove, a situação aqui fica bem ruim, principalmente na parte do subsolo. Molha muito. O serviço deles em geral é bom, mas quando chove vem deixando a desejar”, criticou.

“Incidente temporário” de novo? Conta outra...
Em contato com a Metrópole, a assessoria do consórcio Nova Lapa, responsável pela administração da estação, afirmou que a cachoeira formada pela chuva foi um incidente temporário e logo solucionado. “A queda de galhos sobre a calha responsável pelo escoamento obstruiu a saída do volume da chuva, fazendo com que ocorresse o acúmulo de água”, explicou. Em abril, quando a chuva causou alagamento semelhante, o Nova Lapa usou o mesmo argumento e prometeu resolver o problema. Como se viu, o discurso não virou prática.

“Movimento comercial está fraco”
Funcionário de uma papelaria instalada na Lapa após a reforma, Tiago Souza disse que o movimento comercial na área está fraco. “Anda um pouco devagar. Tem pouco tempo que abrimos a loja, mas anda fraco. A chuva não prejudicou essa loja, mas em muitas da parte de baixo influenciou muito”, disse.
 Já a ambulante Vanda Nogueira, 51, que trabalha na Lapa desde os 18, contou que vem sendo perseguida. “Precisam dar um jeito de cadastrar a gente e colocar num lugar, a gente vive com medo”, ressaltou. 

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