Cidade

Em cinco anos, Feira de São Joaquim só tem 20% de obra concluída

O Centro de Convenções não é a única obra tocada pela Secretaria de Turismo (Setur) que, em bom baianês, segue amarrada de corda. Na Feira de São Joaquim, prazos foram descumpridos, a gestão do governo do estado mudou de mãos e a revitalização até hoje não saiu totalmente do papel [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 30 de Setembro de 2016 ⋅ 14:16

O Centro de Convenções não é a única obra tocada pela Secretaria de Turismo (Setur) que, em bom baianês, segue amarrada de corda. Na Feira de São Joaquim, prazos foram descumpridos, a gestão do governo do estado mudou de mãos e a revitalização até hoje não saiu totalmente do papel. 

Lançada com pompa em 2011, a reforma levou cinco longos anos para chegar a 20% de conclusão. Até 2013, durante a gestão de Domingos Leonelli na Setur, a obra passou pelas mãos de diversas construtoras, que sempre repassavam o pepino ao descobrir que o projeto não era exequível. Só durante o governo Rui Costa o conceito da Feira foi modificado. 
Até agora, foram entregues o Galpão Água de Meninos e a Enseada de São Joaquim, além da realocação de parte dos feirantes. Muito pouco.

Feirantes desacreditados: “não tenho fé”
Presidente da Associação de Feirantes de Salvador há seis anos, Marcílio Santos é taxativo ao desacreditar na obra: “Eu não tenho fé que essa obra siga adiante. Houve um atraso de mais de 3 anos e meio só para entregar essa primeira fase. Na verdade, nesses 4 anos e sete meses, já era para ter concluído toda essa obra da Feira de São Joaquim”, lamentou. Segundo ele, o atraso da obra prejudicou muito a classe, que sofreu ainda mais após a chegada da crise econômica. “Tiveram feirantes que saíram daqui e não retornaram”, lembra Marcílio ao Jornal da Metrópole. 

“Feira para turista ver”
Atuando na parte já revitalizada, o comerciante Leonardo Santos afirmou que, apesar de muito bela para o turista, a feira deixou de ter tanta funcionalidade para o comerciante e tradicional comprador. 
“Não tem cliente, as pessoas fugiram. Agora tá sendo mais ponto turístico do que vendagem. Hoje em dia, com os alugueis e os preços que são cobrados para estar na feira, não tem dado para negociar muito o preço dos produtos com o cliente. As vendas caíram bastante, muito mesmo. As pessoas gostavam da tradição da Feira de São Joaquim”, lembrou o comerciante.

Notícias relacionadas