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Violência envolvendo GM reacende discussão sobre capacidade e limites

Somente em 2016, três casos de violência envolvendo agentes da Guarda Municipal chamaram a atenção da população.O último aconteceu na quinta-feira (22), quando o empresário Marcelo Dias foi agredido por agentes após uma briga de trânsito na Avenida Antônio Carlos Magalhães [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 30 de Setembro de 2016 ⋅ 10:46

Somente em 2016, três casos de violência envolvendo agentes da Guarda Municipal chamaram a atenção da população.  O último aconteceu na quinta-feira (22), quando o empresário Marcelo Dias foi agredido por agentes após uma briga de trânsito na Avenida Antônio Carlos Magalhães. A ação foi filmada por motoristas indignados, que presenciaram a ação classificada como “truculenta”.

“Disse que eu gostaria que ele parasse e fizesse a ocorrência do acidente. Quando eu disse isso, ele puxou a arma, os outros desceram e pediram pra eu sair com a mão pra cima. Saí do carro e andei em direção a ele, mas aí ele já me deu um soco no peito”, disse o empresário à Metrópole.  O guarda foi afastado e está sendo investigado. 

Por conta disso, o Jornal da Metrópole foi buscar como andam as outras investigações sobre a conduta de membros da corporação. 

Atividades administrativas
Em abril, Anderson Santos foi baleado pelas costas após, segundo a GM, tentar agredir um guarda na região do Mercado Modelo, na Cidade Baixa. Anderson chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo em decorrência do tiro. A ação foi registrada em vídeo. 

Cinco meses após a morte, a Guarda Municipal afirmou que a investigação ainda não foi concluída e o suspeito está desenvolvendo atividades administrativas “até a conclusão do processo administrativo disciplinar”, que está sendo realizado pela Corregedoria. 

Veículos já monitorados
Ainda em abril, após a briga entre um guardador de carro e um agente, que fez com que 14 viaturas fossem deslocadas para a praça Ana Lúcia Magalhães, na Pituba, a Guarda prometeu que seus veículos passariam a ser monitorados ao vivo por satélite, o que efetivamente aconteceu.

“A Guarda Civil Municipal já conta hoje com um sistema que monitora os veículos da instituição em tempo real”, informou o órgão, na última terça (27).

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