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Instituto do Cacau sofre com abandono; reforma está prevista para 2017

As linhas imponentes do prédio do Instituto do Cacau, único imóvel público de Salvador em arquitetura Bauhaus, confundem-se com as pichações e, sobretudo, as manchas deixadas pelo incêndio que atingiu o último andar do prédio em 2012 [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 06 de Outubro de 2016 ⋅ 14:40

As linhas imponentes do prédio do Instituto do Cacau, único imóvel público de Salvador em arquitetura Bauhaus, confundem-se com as pichações e, sobretudo, as manchas deixadas pelo incêndio que atingiu o último andar do prédio em 2012.

Projetado em 1932 pelo arquiteto alemão Alexander Buddeus e inaugurado quatro anos depois, o Instituto foi, durante muito tempo, o prédio mais tecnológico do mundo, com controle de umidade e uma passagem por baixo da Avenida da França, no Comércio, onde está instalado.  Mas o que se vê é exatamente o inverso do que o imóvel já foi: um prédio destruído pelo fogo, depredado por vândalos e em situação de abandono gritante.

Alpe recebe mensalmente
Segundo apurou o Jornal da Metrópole, de início, o governo do estado pagava mensalmente à Alpe Estruturas, responsável pelo escoramento da parte destruída, pouco mais de R$ 40 mil por mês. Já em 2016, este valor é de cerca de R$ 38 mil. Em 50 meses, os custos de escoramento já chegam a quase R$ 2 milhões. 

Museu do cacau de portas fechadas
No primeiro andar do Instituto, que é de propriedade da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), funcionou, até junho desse ano, o Museu do Cacau. Hoje o espaço segue de portas fechadas. Inaugurado em 1983, o museu abrigava exposições temporárias sobre o fruto que foi responsável pela ascensão e queda economia baiana.
Administrado pela Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (Seagri), o espaço não foi afetado diretamente pelo incêndio, mas acabou prejudicado, já que o sistema elétrico e de refrigeração foram comprometidos. E até hoje segue sem previsão para ser reaberto e deve ser transferido de local. 

Situação assusta
O temor que o Instituto do Cacau tenha o mesmo fim que o Centro de Convenções da Bahia, cuja estrutura desabou em setembro, é constante. “Se não cuidarem, poderá desabar. Depois do incêndio acredito que nada foi feito”, criticou o leitor Jalil, que procurou a Metrópole após fotografar a situação de perigo que a área oferece. 
Em 2015, a Secretaria de Administração disse que o projeto de recuperação do imóvel já estava pronto e que a execução estava programada para 2016.  Apesar de já estarmos em outubro, segundo a pasta, elas ainda serão iniciadas, este ano, no 3º e 4º andares. 

Saeb: “recuperação total em 2017”
Mas, pelo menos na promessa, a recuperação total do imóvel vai ficar para ano que vem. Segundo a Saeb, o imóvel está ocupado por diferentes órgãos e entidades da Administração Estadual, e a reforma vai envolver recursos de todos eles. 

“A Saeb ainda esclarece que, por meio da Superintendência de Patrimônio (Supat), atua como facilitadora do diálogo entre os órgãos responsáveis pela conservação das áreas que ocupam. A Supat realiza vistorias técnicas periódicas e mantém escoramentos em todo o prédio público”, afirmou. As novas obras, porém, dependem da validação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), pois se trata de um prédio tombado pelo Estado. 

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