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Dobro do valor: Muller diz que "preço público" cobrado por guincho é razoável

Após polêmica gerada com a reportagem do Jornal da Metrópole, na última semana, sobre ofaturamento da empresa carioca Rodando Legal, vencedora da licitação que determinou uma nova operadora para os serviços de gestão de pátio e guinchos na capital baiana, o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller se posicionou sobre o assunto. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 10 de Outubro de 2016 ⋅ 09:18

Após polêmica gerada com a reportagem do Jornal da Metrópole, na última semana, sobre o  faturamento da empresa carioca Rodando Legal, vencedora da licitação que determinou uma nova operadora para os serviços de gestão de pátio e guinchos na capital baiana, o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller se posicionou sobre o assunto. Em entrevista a Mário Kertész, nesta segunda-feira (10), na Rádio Metrópole, ele disse que o preço do serviço é "público" — o dobro do praticado no mercado — e justificou que os serviços prestados pela Rodando Legal não são iguais aos de uma seguradora normal. 

"Pátios, estruturas de atendimento 24h recebimentos, seguros, áreas e uma série de exigências para as empresas participarem do certame. Isso tudo tem um custo. Quando vi sua comparação, recebo com muita humildade e atenção as questões da rádio, você [Mário] é experiente. Não dá para comparar, é diferente comparar um guincho de seguradora enquanto uma empresa de gestão de pátios tem muitas atribuições. Os serviços são diferenciados, pátio, segurança e isso tem um custo. Existe um preço público do município e ganhou quem deu mais desconto em cima dessa tabela, ela fica com 85% do valor pago e 15% vai para a prefeitura. A prefeitura não tem custo, é todo da empresa. Não foi um preço definido por nós e é um preço que vem de anos", afirmou. 

O superintendente falou também que sentiu a necessidade de fazer novos contratos, pois o modelo que ele encontrou na Transalvador, deixado pela gestão anterior à do prefeito ACM Neto, não era adequada. 

"Quando a gente chegou na cidade, encontramos apenas um guincho emprestado da Arena Fonte Nova. Faltava instrumentos de fiscalização para as equipes fazerem o trabalho. Contratamos novos guinchos e notamos que o pátio da Transalvador era insuficiente para as operações que estavam acontecendo. Começamos a pesquisar no Brasil como os outros municípios estavam fazendo. E conhecemos o sistema de gestão de pátios, guarda e remoção de veículos. Fui ao Rio de Janeiro e São Paulo vi como funciona e adotamos esse mesmo sistema em Salvador", pontuou. 

Reboque em dias de jogos
Sobre a reclamação da quantidade de reboques que acontecem em dias de jogos, na Arena Fonte Nova, Fabrizzio disse que os guinchos que ficam no local são insuficientes para o número de carros irregulares. 

"Existe estacionamento, as pessoas para evitar pagar a Zona Azul estacionam nos canteiros. Na Fonte Nova há operações e acabam com muitas remoções. Se a pessoa parar no local permitido, não terá o carro rebocado", ressaltou. 

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