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Souto descarta aumento de imposto em 2016: "Cobrar quem deve à Prefeitura"

O secretário Municipal da Fazenda, Paulo Souto, foi um dos intrevistados de Mário Kertész na última semana. Ele avaliou a situação do orçamento do município em meio à crise [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 22 de Outubro de 2016 ⋅ 08:30

O secretário Municipal da Fazenda, Paulo Souto, foi um dos intrevistados de Mário Kertész na última semana. Ele avaliou a situação do orçamento do município em meio à crise. “Setembro foi um mês desastroso para a arrecadação. Impressionante como tudo caiu neste mês. Conseguimos contratar muitos serviços, porque quem contrata sabe que vai receber. É isso que a gente se esforça para manter no ano que vem”, afirmou.

Apesar das dificuldades, o secretário garantiu que a crise não vai impedir a cidade de fechar 2016 no azul. Segundo Souto, inclusive, o 13º salário dos servidores será pago normalmente, ao contrário do que deve acontecer em muitas capitais.

Sem aumento de imposto
Ressaltando que a administração municipal ficou muito tempo “sem pão e sem água”, Souto lembrou a ajuda do ministro Geddel Vieira Lima, homem de confiança do presidente Michel Temer. “Agilizou a liberação de recursos do BRT. Agora vamos esperar o Prodetur, depois o Bird”, disse, referindo-se a possibilidades de financiamento para Salvador. 

O secretário aproveitou para negar a chance de aumento de impostos municipais. “Não terá no sentido de aumentar alíquota. Não vamos aumentar alíquota de IPTU, vamos cuidar de cobrar quem deve à Prefeitura. Nosso sistema de cobrança do IPTU melhorou. [Mas] Ainda há inadimplência”, afirmou.

Sobre ACM
Souto lembrou a relação com o ex-senador ACM. “Fui vice quando ele foi governador, em 90. Saímos candidatos eu ao governo e ele ao Senado, e [Antonio] Imbassahy assumiu interinamente. Imagine que jogada, supostamente, de risco político”, disse. 

Souto recordou-se de quando foi escolhido para disputar o governo. “Tinha muita gente na equipe. Muitos estavam credenciados. Waldeck [Ornellas] era um excelente quadro técnico. O que estava na cabeça de ACM era difícil alguém prospectar. Ele cogitou outros nomes. Mas a indicação para disputar o governo mudou a minha vida”, destacou. 

Assista a entrevista completa:

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