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Cônsul fala sobre a influência da cultura do Benim em Salvador; ouça

Cônsul do Benim em Salvador, Marcelo Sacramento falou sobre a importância do país africano para a construção da identidade cultural da Bahia em entrevista a Mário Kertész essa semana. Com cerca de 9 milhões de habitantes, o Benin é ex-colônia francesa [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 23 de Outubro de 2016 ⋅ 14:00

Cônsul do Benim em Salvador, Marcelo Sacramento falou sobre a importância do país africano para a construção da identidade cultural da Bahia em entrevista a Mário Kertész essa semana. Com cerca de 9 milhões de habitantes, o Benim é ex-colônia francesa.

Nomeado em 2010, Sacramento disse que o seu encontro com o consulado do país foi uma situação do acaso. “Eu me lembro que meu avô me deu de presente um livro sobre os orixás da Bahia e aquilo me encantou. Um belo dia, eu conversando com Wilson Andrade, ele me falou sobre necessidades que havia em países alguns da África e que o presidente Lula tinha feito um trabalho grande de abrir embaixadas em alguns países africanos porque a África tinha sido invadida pelos chineses comercialmente. O Brasil abriu esse leque e a recíproca foi verdadeira”, disse.

Ressaltando a importância de Mário Kertész, que em 1885 criou a Casa do Benim, em Salvador, o cônsul, que também é Comodoro do Yacht Club da Bahia, falou sobre a relação do país com a capital baiana. “Só que a relação do Benin com a Bahia era muito mais forte e você [Mário Kertész] talvez seja um dos brasileiros que mais sabem disso porque você teve a visão de abrir a Casa do Benin. Inclusive, de ir até o Benin. Porque todos os baianos ouvem falar que a origem cultural da nossa sociedade tem um fundamento Jeje-Nagô e pouca gente sabe o que é. Nagô é a cultura nigeriana, mas Jeje, pouca gente sabe que é a cultura do Benin”, explicou.


Ouça a entrevista completa: 

 

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