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Promessa da Semop para o Mercado de Cajazeiras parece que vai se realizar

Os boxes vazios que, infelizmente, ainda fazem parte da rotina do Mercado de Cajazeiras contrastam com o grande número de pessoas nas ruas do bairro, que é um dos maiores da América Latina [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 29 de Outubro de 2016 ⋅ 16:00

Os boxes vazios que, infelizmente, ainda fazem parte da rotina do Mercado de Cajazeiras contrastam com o grande número de pessoas nas ruas do bairro, que é um dos maiores da América Latina. Pela segunda vez em um intervalo de pouco mais de dois meses, o Jornal da Metrópole esteve no local e constatou que a proposta da Prefeitura de transformar a antiga feira da Rótula em mercado ainda não teve a adesão da população. 

O estande de Maurício de Oliveira é um dos que tentam se manter de portas abertas. O comerciante foi o único que aceitou conversar com a equipe de reportagem. “O movimento é esse que a senhora vê aqui”, disse, ao apontar para o corredor completamente vazio e com poucas bancas abertas. “Eu vendia muito na feira. [Aqui] A fruta estraga porque não tem ninguém para comprar”, reclamou, sob o olhar atento de um agente de fiscalização da Prefeitura que não desgrudou da Metrópole durante a nossa passagem por lá. Mas após quase um ano de reclamação, parece que o mercado vai, enfim, ganhar um incentivo da Prefeitura para atrair o público. 

Posto do Simm funcionando “em 15 dias”
Na última terça-feira (25), Sinval Vieira da Silva Neto, diretor de Trabalho e Qualificação Profissional da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Emprego (Sedes) vistoriou o espaço e prometeu a instalação de uma unidade do Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra (Simm) em até 15 dias. “Vai ajudar a trazer fluxo ao shopping. Essa é a intenção da nossa secretaria”, disse.
Segundo ele, poucas adaptações serão realizadas nos boxes destinados ao espaço. “Em uns 15 dias, já estaremos funcionando aqui com todos os serviços”, prometeu. 

Racha entre lojistas acirra os ânimos 
O embate entre os lojistas que criticam a gestão do mercado e os que apoiam a secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf, é cada vez mais acirrado. Segundo a comerciante Adailsa da Silva, uma reunião na segunda (23) tentou discutir questões como estrutura e segurança, mas, segundo ela, o debate foi atrapalhado pelo grupo que “quer ver o mercado cair”. 

Meire Matos, outra permissionária, reforçou as acusações ao afirmar que pessoas estão se passando por ela ao fazer críticas ao Mercado por meio dos meios de contato da Metrópole.

“O pessoal quer ficar na rótula”
A comerciante Meire Matos atribuiu a baixa procura de consumidores à crise econômica do país. “O mercado foi feito na melhor das intenções para acolher o ambulante que estava na rua, em uma situação desacreditada. A Semop está fazendo o ordenamento, só que o pessoal não aceitou, eles querem ficar na Rótula”, disse.  Já os feirantes que criticam a atual administração do Mercado alegam que voltaram à Rótula para conseguir sobreviver.

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