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Declaração de secretário de Saúde à Metrópole gera polêmica com entidade médica

Após declaração do secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, em entrevista à Rádio Metrópole nesta quarta-feira (15), no Jornal da Bahia no Ar, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) se pronunciou contra a afirmação. Durante a entrevista, o secretário disse que “ninguém morre de Guillain-Barré” e que “para uma pessoa morrer de Guillain-Barré é necessário ter negligência médica”. O Cremeb apresentou repúdio. [Leia mais...]

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Foto : Bárbara Silveira / Metropress

Por Stephanie Suerdieck no dia 15 de Julho de 2015 ⋅ 19:24

Após declaração do secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, em entrevista à Rádio Metrópole nesta quarta-feira (15), no Jornal da Bahia no Ar, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) se pronunciou contra a afirmação. Durante a entrevista, o secretário disse que “ninguém morre de Guillain-Barré” e que “para uma pessoa morrer de Guillain-Barré é necessário ter negligência médica”. O Cremeb apresentou repúdio e apontou, através de nota, que 30% dos pacientes portadores da síndrome são acometidos de insuficiência respiratória pelo comprometimento da musculatura toráxica, “pois necessitam de ventilação mecânica à qual têm difícil acesso por negligência – esta sim – de gestores da saúde em todos os níveis do país”. Ainda de acordo com o Cremeb, pacientes com a Síndrome de Guillain-Barré apresentam taxas de mortalidade de 5% a 7% devido à insuficiência respiratória e também à pneumonia por aspiração, arritmias cardíacas, embolia pulmonar e sepse hospitalar. A nota também enfatizou que “é cediço que a assistência à saúde pública no Brasil é precária por falta da estrutura necessária, não podendo uma autoridade atribuir o insucesso no tratamento de pacientes apenas a possível negligência médica”.

Em resposta ao Cremeb, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) esclareceu que, durante a entrevista do secretário Fábio Vilas-Boas, a síndrome de Guillain-Barré foi abordada sem o contexto adequado. Segundo a Sesab, ao falar que "ninguém morre de Guillain-Barré", o secretário referia-se ao fato de que a síndrome, quando tratada adequadamente e de forma precoce, principalmente nos casos após as viroses atuais – dengue, chikungunya e zika –, não deveria levar a morte. A nota da secretaria dizia, ainda, que “nesta circunstância, a maioria dos pacientes se recuperam plenamente sem que haja sequelas”, porém, destacou que na fase aguda, a síndrome realmente pode causar paralisia muscular, comprometendo o aparelho respiratório, “com necessidade, inclusive, de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, em alguns casos, podendo levar a morte, caso seja negligenciado a gravidade no atendimento inicial”.

 

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