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Verão: para diminuir quantidade de afogamentos, segurança é reforçada em praias

Com a proximidade do verão, que começa oficialmente no dia 21 de dezembro, as praias de Salvador começam a ficar mais cheias. Com isso, cresce também o número de afogamentos. De acordo com dados do Grupamento Marítimo de Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (Gmar), foi registrado em 2015 um aumento de 30% no número de ocorrências entre o inverno e verão nas praias da cidade. [Leia mais…]

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Foto : Mateus Pereira/GOVBA

Por Camila Tíssia no dia 31 de Outubro de 2016 ⋅ 14:18

Com a proximidade do verão, que começa oficialmente no dia 21 de dezembro, as praias de Salvador começam a ficar mais cheias. Com isso, cresce também o número de afogamentos. De acordo com dados do Grupamento Marítimo de Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (Gmar), foi registrado em 2015 um aumento de 30% no número de ocorrências entre o inverno e verão nas praias da cidade. Em 2016, com o objetivo de diminuir a quantidade de acidentes, o grupamento salva-vidas reforça as ações para aumentar a segurança.

O subcomandante do GMAR, Major Rogério Cerqueira, explica os procedimentos realizados pelo grupo. “São serviços de prestação de socorro, busca e resgate de cadáveres, vítimas de afogamento primário, que é o mais comum, e o secundário, quando causado por um incidente ou patologia. Nós agimos desde a praia de São Tomé de Paripe, seguindo pelas praias do subúrbio, cidade baixa, até a Pituba, por cerca de 40 km de orla. É um trabalho contínuo, principalmente nesse período, quando temos mais turistas e visitantes do interior do estado”.

Segundo o Gmar, o efetivo é de 42 bombeiros, que contam com equipamentos para realizar serviços de busca e mergulho, resgates com tubo de salvamento e pranchão, e executar procedimentos com moto aquática, bote inflável e quadriciclo. Para o tenente Joel Adriano, a forma mais eficaz de socorro é a prevenção e orientação à população. “O ideal é que os banhistas fiquem sempre o mais próximo possível dos postos salva-vidas, se informem sobre o nível das águas e evitem bebidas alcoólicas antes de entrar no mar. Outra questão importante é prestar atenção nas crianças, porque elas se perdem com facilidade”.

O tenente faz ainda um apelo à população com relação ao mergulho em rios. Ele afirma que rios têm pouca visibilidade e nem sempre é possível enxergar o fundo. “Salvador e Região Metropolitana são banhadas por vários rios com braços que entram nas comunidades e as pessoas se aventuram nas águas sem cuidados, o que representa um risco enorme de afogamento. Também, por terem menor densidade que os mares, o que faz com que as pessoas afundem mais facilmente”.  

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