Cidade

Ônibus voltam ao bairro de Santa Cruz, mas secretário diz: "Continua o alerta"

Depois de dois dias sem o transporte público, os moradores do bairro de Santa Cruz, em Salvador, voltaram a ter acesso ao serviço, na manhã desta terça-feira (1º). A circulação dos ônibus pela localidade havia sido suspensa, na noite do último sábado (29), por conta de um confronto entre policiais e traficantes. [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Gabriel Nascimento no dia 01 de Novembro de 2016 ⋅ 10:22

Depois de dois dias sem o transporte público, os moradores do bairro de Santa Cruz, em Salvador, voltaram a ter acesso ao serviço, na manhã desta terça-feira (1º). A circulação dos ônibus pela localidade havia sido suspensa, na noite do último sábado (29), por conta de um confronto entre policiais e traficantes. A troca de tiros deixou um morto e fez com que o fim de linha fosse transferido para o Parque da Cidade, na Avenida Antônio Carlos Magalhães.

De acordo com o secretário de Mobilidade, Fábio Mota, o retorno dos veículos para o bairro foi acertada após reunião do Comitê Integrado de Defesa do Transporte Rodoviário, composto pela Secretaria da Segurança Pública, Sindicato dos Rodoviários, Ministério Público, Justiça, prefeitura de Salvador e proprietários das empresas de ônibus.

Em entrevista a José Eduardo, na Rádio Metrópole, o secretário afirmou que, apesar da normalização do serviço, ainda há preocupação. "Voltou desde as 6h, mas fica sempre o alerta em razão de novos acontecimentos. Estamos reivindicando segurança. A segurança pública é do Estado, não da prefeitura de Salvador. O que a gente faz é tentar minorar essas situações", disse.

Questionado sobre a queima de ônibus na capital, Fábio declarou: "É lamentável. Nunca aconteceu na história da cidade tantos ônibus queimados. Tivemos nos últimos dias situações em Valéria, Águas Claras e Santa Cruz. Mudou o fim de linha. É ruim pra população porque perde a continuidade do serviço. Os prejuízos são iminentes. Os ônibus não têm seguro. O prejuízo é todo da concessionária. Além disso, tem a integridade física do rodoviário", concluiu.

 

Notícias relacionadas